
A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve analisar na próxima sexta-feira (13) a decisão do ministro André Mendonça que autorizou a prisão preventiva do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. O colegiado vai decidir se referenda a decisão que validou a quinta fase da Operação Compliance Zero.
A medida foi tomada na última quarta-feira (4) e encaminhada à Turma após Mendonça acolher parecer da Polícia Federal. Segundo os investigadores, Vorcaro coordenava um núcleo responsável por monitorar e intimidar adversários do empresário.
De acordo com a PF, mensagens encontradas no celular do banqueiro indicam que ele teria solicitado a simulação de um assalto contra o jornalista Lauro Jardim. Em uma das conversas, o investigado teria dito: “Quero dar um pau nele”.
O caso será analisado pela 2ª Turma do STF, formada pelos ministros Kassio Nunes Marques, Luiz Fux, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, que preside o colegiado.
Será a primeira vez que Toffoli voltará a se manifestar sobre as investigações desde que deixou a relatoria do processo, em 12 de fevereiro. O ministro está apto a votar após o arquivamento de um pedido de suspeição apresentado pela PF ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin.
Na sexta-feira (6), Vorcaro foi transferido para o presídio federal de Brasília, onde permanece custodiado em cela individual de cerca de 9 metros quadrados.
A defesa de Daniel Vorcaro criticou a prisão e afirmou que o banqueiro “sempre esteve à disposição das autoridades” e que “jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça”.
“A defesa nega categoricamente as alegações atribuídas a Vorcaro e confia que o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta. Reitera sua confiança no devido processo legal e no regular funcionamento das instituições”, completou.
Prisões e medidas cautelares
Além de Vorcaro, também tiveram a prisão preventiva decretada na terceira fase da operação:
- Fabiano Zettel, investigado por realizar pagamentos e orientar o núcleo de intimidação;
- Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado suspeito de participar do grupo de monitoramento;
- Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apontado como integrante do grupo chamado “A Turma”.
A defesa confirmou que Mourão morreu após atentar contra a própria vida no dia 4 de março, quando foi preso.
A operação também cumpriu mandados de busca e apreensão em 15 endereços ligados aos investigados em São Paulo e Minas Gerais.
Mendonça determinou ainda o afastamento de cargos públicos e o sequestro de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões.
Autor: Gazeta do Povo








.gif)











