A Fórmula 1 decidirá em meados de setembro se mantém ou não no calendário os dois últimos Grandes Prêmios, no Qatar e em Abu Dhabi, e se prioriza um final de temporada na Europa, caso não seja possível realizá-lo no Golfo, declarou nesta quarta-feira (29) o diretor da categoria.
“Tomaremos uma decisão no momento oportuno. Não será antes de meados de setembro (…) Mas evidentemente, se a situação não se esclarecer como esperamos, tomaremos uma decisão. E simplesmente quero confirmar que, se não for possível (ir ao Golfo), o final de temporada será na Europa, porque não podemos ir a outro lugar”, anunciou Stefano Domenicali durante um encontro com a imprensa.
Os Grandes Prêmios do Bahrein e da Arábia Saudita, que deveriam ter sido disputados em abril, foram cancelados por causa da guerra no Oriente Médio. Na semana passada foi anunciado que o GP do Bahrein será disputado na Malásia no início de outubro, mas não haverá alternativa para o de Jeddah.
“Há várias opções na mesa, mas não acho que seja justo fazer promessas ou antecipar uma decisão. Então, se a situação não nos permitir ir ao Oriente Médio, terminaremos o campeonato na Europa”, acrescentou Domenicali.
“Não disputaremos outra corrida nos Estados Unidos“, esclareceu o chefe da F1, pondo fim a um rumor que apontava Austin e Las Vegas como alternativas aos Grandes Prêmios em risco.
Domenicali não deu pistas, mas o circuito de Ímola (Itália), fora do calendário da F1 este ano, seria um dos favoritos.
Na segunda-feira (27), o WEC (Campeonato Mundial de Endurance) anunciou a substituição de suas duas últimas corridas programadas, no Qatar e no Bahrein, por corridas em Barcelona e Monza.
O Grande Prêmio do Qatar de MotoGP, agendado para abril e remarcado para novembro, também corre o risco de ser cancelado, assim como o Rali da Arábia Saudita, a 14ª e última etapa do campeonato WRC, que está previsto para Jeddah em novembro.
Autor: Folha




















