sábado, agosto 1, 2026
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Crise migratória em Ceuta leva Espanha a ampliar repatriações

A chegada em massa de migrantes marroquinos à cidade espanhola de Ceuta provocou uma reação em vários países europeus, levando Itália e França a reforçarem controles em suas fronteiras com a Espanha, enquanto o governo espanhol acelera medidas para conter a crise, ampliar as repatriações e avaliar mudanças na legislação migratória. A Comissão Europeia, por sua vez, lembrou que qualquer restabelecimento de controles internos no espaço Schengen deve ser comunicado e justificado às instituições da União Europeia.

Segundo dados divulgados por fontes policiais à Agência EFE, cerca de 53 mil pessoas que entraram irregularmente em Ceuta já haviam retornado voluntariamente ao Marrocos até as 20h desta sexta-feira. O governo espanhol havia estimado inicialmente em 50 mil o número de chegadas, enquanto o governo da cidade autônoma elevou esse total para cerca de 60 mil.

De acordo com a EFE, milhares de migrantes seguiram ao longo da sexta-feira em direção à fronteira para retornar ao Marrocos, motivados pelo acordo firmado entre Madri e Rabat para a repatriação, além da falta de estabelecimentos comerciais em funcionamento para atender às necessidades básicas. Policiais nacionais, agentes municipais e militares espanhóis atuaram em diversos pontos de Ceuta orientando os migrantes a regressarem ao país vizinho. A maior parte deles é formada por jovens marroquinos entre 18 e 35 anos.

Em pronunciamento em Ceuta, o presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, responsabilizou redes criminosas de tráfico humano pela crise migratória e afirmou que houve uma “violação da integridade territorial da Espanha”. Segundo o premiê, as organizações criminosas exploraram uma interpretação oportunista de uma decisão recente da Suprema Corte espanhola sobre as regras aplicáveis aos migrantes que chegam a nado aos enclaves de Ceuta e Melilla.