sexta-feira, agosto 14, 2026
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Por que sete Tribunais de Justiça entraram na mira do Supremo

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a identificação de valores considerados “exorbitantes” pagos a magistrados nos Tribunais de Justiça do Distrito Federal, de Goiás, do Maranhão, do Paraná, do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Norte e de Rondônia e a devolução aos cofres públicos. A decisão do ministro Alexandre de Moraes, nesta quinta-feira (13), ocorre após a Suprema Corte determinar o envio de informações sobre os pagamentos dos “penduricalhos” nos tribunais estaduais.

O Supremo pretende averiguar se os valores estão em conformidade com a decisão do STF, que ampliou a possibilidade de incorporação de verbas remuneratórias e indenizatórias, com limite de 70% acima do teto constitucional, de R$ 46,3 mil.

Na prática, segundo integrantes da Coalizão de Combate aos Supersalários — formada por entidades da sociedade civil —, a decisão do STF de março deste ano criou uma “nova classe” no funcionalismo para pagamentos acima do teto, com vencimentos de até R$ 78,8 mil. Em junho, a limitação não impediu repasses de valores que extrapolaram o novo entendimento do Supremo, o que provocou a reação dos ministros-relatores de processos que analisam a validade da “verba extrateto”.

No mês passado, os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes determinaram que os TJs de sete estados se manifestassem sobre os pagamentos em desacordo com a regra. Caso os esclarecimentos não fossem enviados, o presidente da Corte poderia ser afastado.