quinta-feira, setembro 3, 2026
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Pinhais

As propostas mais diferentes dos candidatos a presidente

Nem só más ideias são encontradas nos momentos mais polêmicos dos planos de governo apresentados pelos candidatos à Presidência da República nas eleições deste ano. Algumas iniciativas propostas até são interessantes, mas são tão mirabolantes ou idealistas que, pelo menos em um futuro próximo, são avaliadas como tendo chance zero de vingarem e serem adotadas no Brasil.  

Um exemplo é a obrigatoriedade dos políticos e suas famílias de utilizarem apenas o atendimento disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), proposta pela candidata Samara Martins (UP). “Defendemos que governantes e legisladores utilizem a educação e a saúde pública”, afirma o plano de governo da candidata de esquerda. “Quem governa e decide quanto será investido no SUS e nas escolas públicas deve conhecer diretamente esses serviços e ter interesse concreto em garantir que funcionem com qualidade.”

O texto proposto sobre o tema completa com: “É absurdo que os governantes sigam usufruindo de serviços inacessíveis à maioria. Os políticos eleitos devem estar submetidos à mesma realidade e aos mesmos serviços que eles administram e destinam ao povo brasileiro”, completa o programa da candidata da UP.

O raciocínio pode ter seus méritos e possui potencial de amplo apelo popular, mas no plano de governo não há nenhuma palavra sobre como seria possível implementar a medida ou obrigar os políticos a isso. Falta combinar com os políticos de todos os matizes ideológicos de todas as esferas, tanto do Poder Executivo quanto do Poder Legislativo.