quinta-feira, setembro 17, 2026
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Crise no STF pode colocar ministros na mira de sanções dos EUA

A crise do Banco Master abriu uma nova frente de pressão sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) nos Estados Unidos. Os desdobramentos envolvendo Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro passaram a ser apresentados em Washington como possíveis novos elementos para uma eventual retomada de sanções contra o ministro, enquanto outros integrantes da Corte também podem entrar no radar americano. Analistas apontam, porém, que decisão do governo Trump deverá levar em conta o impacto político de uma nova ofensiva em um momento em que o Brasil se aproxima das eleições presidenciais.

A sessão realizada no plenário do STF nesta terça-feira (15) para analisar a abertura de uma investigação contra Moraes terminou sem decisão, após os ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes manobrarem para adiar a análise do mérito. Mesmo sem uma definição sobre o caso, os acontecimentos da sessão já foram levados à Casa Branca por Eduardo Bolsonaro como argumento para defender novas sanções dos Estados Unidos contra ministros do Supremo.

O tema foi tratado em uma reunião de Eduardo com integrantes do Departamento de Estado americano nesta quarta-feira (16). Segundo informou à Gazeta do Povo o jornalista Paulo Figueiredo, o ex-deputado pediu a aplicação de sanções dos EUA contra Moraes, Mendes e Dino. Outros encontros estão previstos para ocorrer esta semana em Washington.

Na semana passada, Eduardo já havia antecipado à agência Reuters que viajaria a Washington para defender a retomada das sanções baseadas na Lei Magnitsky contra Moraes. À agência, ele afirmou que a articulação por medidas do governo americano ocorre há mais de um ano e rejeitou que a iniciativa estivesse relacionada à eleição presidencial brasileira.