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Presidenciáveis de esquerda propõem dar calote na dívida do país

Às vésperas da eleição presidencial, os candidatos de esquerda à presidência da República apresentam propostas diferentes para as contas públicas, mas têm em comum a resistência a um ajuste baseado no corte de gastos e a defesa de mais espaço para o Estado gastar.

Para Lula, fazer superávit e manter o controle fiscal seria uma “babaquice”. Para o coordenador do programa de governo de sua campanha, José Sérgio Gabrielli, dizer que há uma crise fiscal no país é “fake news”. E para candidaturas ainda mais à esquerda, como PCO, PSTU, PCB e UP, a saída passa pelo calote no pagamento da dívida.

A afirmação controversa de Lula sobre o tema se deu durante um comício em Curitiba (PR), no último sábado (12). “Pra gerar emprego, a economia tem que crescer, e para a economia crescer o governo tem que investir. E para o governo investir, é preciso parar com essa babaquice de fazer superávit, fazer superávit, ter controle fiscal… Porque a grande dívida do Brasil é a taxa de juros que nós pagamos, R$ 1,3 trilhão. O restante é investimento”, declarou.

Algumas semanas antes, o coordenador do programa de governo de Lula tentou afastar o assunto da corrida eleitoral. “Não existe uma questão fiscal, ou uma crise fiscal. É meio fake news isso. A economia brasileira está apresentando bons sinais”, disse Gabrielli.