quarta-feira, setembro 23, 2026
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Suécia pode refazer parte da eleição vencida pela esquerda após suspeita de fraude

Promotores da Suécia abriram uma investigação sobre uma possível fraude na eleição parlamentar realizada neste mês, vencida por uma estreita margem pelo bloco de centro-esquerda liderado pelos Social-Democratas. O caso envolve votos atribuídos a um candidato do Partido de Esquerda, uma das legendas que compõem o bloco vencedor, na região de Dalarna e pode, caso sejam constatadas irregularidades capazes de afetar o resultado, levar à repetição da votação naquela parte do país.

A investigação está concentrada na cidade de Borlänge e envolve a eleição de Mohamed Abdukardir Ali, do Partido de Esquerda. Ele ocupava apenas a nona posição na lista da legenda para o Parlamento, mas recebeu votos preferenciais suficientes para ultrapassar candidatos colocados à sua frente e conquistar uma cadeira no Parlamento. Segundo a rádio pública Sveriges Radio, Ali recebeu mais de 600 votos preferenciais. O sistema eleitoral sueco permite que eleitores marquem nominalmente um candidato na cédula. Quando um candidato alcança o número necessário desses votos pessoais, ele pode avançar na lista apresentada pela legenda e conquistar um mandato mesmo que inicialmente apareça atrás de outros nomes.

A investigação do caso começou depois de uma denúncia segundo a qual eleitores teriam sido transportados até locais de votação antecipada e recebido cédulas do Partido de Esquerda que já estavam previamente marcadas com o nome de um candidato. Segundo a televisão pública SVT, esse candidato seria Mohamed Ali, e as autoridades investigam se a distribuição dessas cédulas aumentou de forma irregular o número de votos preferenciais recebidos por ele e contribuiu para sua eleição ao Parlamento.

O caso atualmente está sendo investigado por autoridades especializadas em crimes eleitorais. Ali disse à televisão pública SVT que não teve envolvimento com as supostas irregularidades. Diante da investigação, o Partido de Esquerda informou que ele ficará temporariamente afastado e não assumirá suas funções parlamentares enquanto a investigação estiver em andamento.