quinta-feira, setembro 24, 2026
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Gaeco mira operador financeiro de Vorcaro em esquema de compra de distribuidora

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagrou nesta quinta-feira (24) a operação Crédito Oculto, desdobramento da operação Carbono Oculto. Entre os alvos está o empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, apontado como operador financeiro do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Os mandados de busca e apreensão atingem 29 endereços de 13 pessoas e 24 empresas e ocorrem em parceria com a Receita Federal, a Secretaria da Fazenda, a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo, a Polícia Militar e a Polícia Civil, além dos Gaecos do Rio de Janeiro, Santa Catarina, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Espírito Santo.

De acordo com o MPSP, a organização criminosa teria criado uma estrutura complexa para ocultar o controle da Usina Itajobi, de Marapoama (SP). Freixo Júnior era o controlador do Grupo Entre, que reunia fintechs como Entrepay, Acqio e Octa, liquidadas pelo Banco Central (BC) em março. A aquisição teria movimentado R$ 11,6 bilhões entre 2021 e 2025.

Segundo a investigação, Freixo teria entrado posteriormente na estrutura e usado empresas e fintechs de seu grupo para criar novas camadas de ocultação da movimentação financeira e da propriedade da usina, atribuída a Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, apontados na Carbono Oculto como centrais em um esquema de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis.