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Aplicativo ‘Você Morreu?’ faz sucesso na China ao monitorar pessoas que vivem sozinhas – 13/01/2026 – Tec

O aplicativo “Você Morreu?”, que dispara um alarme se o usuário não fizer login a cada 48 horas, tornou-se um dos mais vendidos na China, onde o número de pessoas que moram sozinhas não para de crescer.

Criado pela Moonscape Technologies, o aplicativo é apresentado como uma “ferramenta de segurança projetada para quem mora sozinho (…) para tornar a vida a sós mais confortável”.

Embora seu nome tenha gerado controvérsia, o aplicativo ele está, desde domingo (11), entre os mais vendidos na loja de aplicativos para iOS na segunda maior economia do mundo.

O nome chinês “sileme” é um trocadilho com o nome de um popular aplicativo de entrega de comida e se traduz como “Você Morreu?” ou simplesmente “Morreu?”.

O aplicativo, cujo ícone representa um fantasma, direciona os usuários para uma página onde devem inserir seu nome e o email de um contato de emergência.

“Se você não fizer login por dois dias, o sistema enviará um email para o seu contato de emergência”, afirma uma versão disponível internacionalmente.

Nas ruas de Pequim, alguns potenciais usuários se mostraram céticos.

Yaya Song, de 27 anos, trabalha no setor de tecnologia e mora sozinha. Embora ache o aplicativo interessante, ela o considera muito caro.

“Se fosse gratuito, eu baixaria para testar; até mesmo cobrar um yuan (R$ 0,77) seria razoável para um teste, mas oito yuans (R$ 6,16) é um pouco caro”, afirma.

Segundo ela, se “o pior” acontecesse, as empresas de seus funcionários descobririam antes mesmo de familiares ou amigos. Ela também acha que o nome do aplicativo “é um pouco violento”.

Huang Zixuan, de 20 anos, compartilha da mesma opinião. “Se eu quisesse que meus avós baixassem este aplicativo, provavelmente não poderia dizer o nome a eles”, diz a jovem estudante.

“ESTÁ VIVO?”

Em 2024, as pessoas que moram sozinhas representavam cerca de 20% de todos os lares chineses, um aumento em relação aos 15% de uma década atrás, segundo dados oficiais.

“Acho que quando chegamos à meia-idade, todos começamos a nos preocupar com o que acontecerá depois da morte”, comenta Sasa Wang, de 36 anos.

Hu Xijin, ex-editor do tabloide estatal Global Times, elogiou o potencial do aplicativo no sábado, especialmente para os idosos, e sugeriu mudar o nome para “Está Vivo?”.

“Dessa forma, dará mais tranquilidade psicológica aos idosos que o utilizam”, escreveu nas redes sociais.

A conta do aplicativo respondeu nas redes sociais que “consideraria seriamente” mudar o nome.

Outros, no entanto, acreditam que é melhor mantê-lo.

“É bom enfrentar o tema da morte”, dizia o comentário mais curtido.

Autor: Folha

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