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entenda como funcionam as eleições de meio de mandato nos EUA

Os Estados Unidos realizam na próxima terça-feira as chamadas midterms de 2026. Nestas eleições de meio de mandato, o presidente Donald Trump busca manter a maioria republicana na Câmara e no Senado para facilitar a aprovação de sua agenda. A votação definirá não apenas o futuro do Legislativo federal, mas também o comando de dezenas de estados e prefeituras em todo o território americano.

Quais cargos federais e locais serão preenchidos nesta eleição?

A votação de terça-feira renova integralmente as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e disputa 35 das cem cadeiras do Senado. Enquanto os deputados possuem mandatos curtos de dois anos, os senadores cumprem seis anos de mandato. Além do Legislativo federal, a população escolherá os governadores de 36 estados, incluindo potências como Califórnia, Texas, Flórida e Nova York, além de prefeitos de grandes metrópoles como Washington e Los Angeles. Também ocorrem pleitos para tribunais locais, com a escolha de procuradores-gerais, e eleições para governos em três territórios.

Como funcionam as diferentes modalidades de votação no sistema americano?

Diferente do Brasil, a votação nos Estados Unidos não ocorre apenas presencialmente no dia oficial da eleição. A votação antecipada é uma prática comum em 47 estados, além de Washington. No pleito atual, estados como Minnesota e Virgínia abriram as urnas já em setembro. Além do comparecimento físico antecipado, existe a modalidade do voto por correio, que permite ao cidadão enviar sua cédula de casa. No entanto, essas regras variam por estado e foram alvo de recentes disputas judiciais, com o governo Trump tentando implementar restrições e verificações de cidadania federal.

Quais foram os principais embates judiciais que antecederam o pleito?

Antes mesmo da abertura das urnas, republicanos e democratas travaram batalhas intensas sobre o desenho dos distritos eleitorais, processo conhecido como redistritamento, visando beneficiar seus respectivos partidos em estados como Flórida e Califórnia. Na Justiça, a gestão Trump moveu ações para suspender certificações de resultados no Alasca, alegando confusão de nomes entre candidatos. O Departamento de Justiça também acionou a Califórnia para verificar a cidadania de milhares de eleitores. Além disso, foi oferecida uma recompensa de US$ 1 milhão por provas de fraudes eleitorais.