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Olimpíada de Los Angeles: COI está preocupado com vistos e valores

Questões sobre vistos de entrada e aumento dos preços de ingressos dominaram um relatório de progresso apresentado pelos organizadores dos Jogos de Los Angeles 2028 ao Comitê Olímpico Internacional nesta terça-feira.

Diversos membros do COI, entre eles o presidente da Federação Equestre Internacional, Ingmar De Vos, questionaram o processo de vistos para centenas de milhares de atletas, familiares, oficiais, imprensa e torcedores que viajarão aos Estados Unidos.

Dagmawit Girmay Berhane, integrante do COI pela Etiópia, afirmou que os organizadores precisam garantir que torneios classificatórios olímpicos realizados nos EUA permitam a entrada de todos os atletas elegíveis.

“Trabalhamos muito de perto com o Departamento de Estado dos EUA para desenhar um sistema de vistos que permita aos atletas… acesso a um processo criado especialmente para eles”, disse Gene Sykes, presidente do Comitê Olímpico e Paralímpico dos EUA.

Sykes acrescentou que há cooperação contínua com as autoridades americanas para tornar o processo o mais simples possível.

Retorno de polêmica

Não é a primeira vez que o tema dos vistos é levantado por membros do COI. A Casa Branca já criou uma força-tarefa para tratar do assunto.

No ano passado, o então presidente dos EUA, Donald Trump, proibiu a entrada no país de cidadãos de vários países.

Os Jogos Olímpicos costumam atrair centenas de milhares de visitantes durante os 16 dias de competição, com mais de 200 países participantes e cerca de 10.500 atletas.

Sykes afirmou que a Copa do Mundo de futebol deste ano servirá como teste para o sistema de vistos, ainda que em escala menor, com 48 seleções.

“A Copa do Mundo da FIFA também acontecerá neste verão, então todo esse processo de receber visitantes nos Estados Unidos… acaba sendo uma espécie de teste”, disse Sykes.

Ingressos

Membros do COI também destacaram que os ingressos de Los Angeles 2028 são consideravelmente mais caros do que os dos Jogos de Paris 2024.

“Quando você financia os Jogos de forma privada, temos apenas duas fontes de receita: patrocínios e ingressos. Nossos preços médios são 17% mais altos que os de Paris”, afirmou Casey Wasserman, presidente do comitê organizador.

“Para ser justo, a oportunidade econômica e a diferença de quatro anos poderiam ter nos permitido ir muito além disso. Então entendo que alguns ingressos sejam caros”, completou.

O modelo financeiro dos Jogos de Los Angeles não prevê contribuição federal, ao contrário do que ocorre em outras edições, o que obriga os organizadores a maximizar receitas.

Wasserman, que pediu desculpas na semana passada por ter se comunicado com Ghislaine Maxwell há mais de 20 anos, não foi questionado sobre o tema na sessão.

Novos arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA incluíram trocas de e-mails entre Wasserman e Maxwell, ex-companheira de Jeffrey Epstein, datadas de 2003.

Autor: CNN Brasil

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