O Google afirmou que pretende gastar ao menos US$ 55 bilhões a mais em investimentos de capital neste ano do que previa Wall Street, dobrando sua aposta em inteligência artificial.
A empresa elevou sua projeção de ivnestimentos para 2026 para um intervalo entre US$ 175 bilhões e US$ 185 bilhões, bem acima das estimativas de analistas, que giravam em torno de US$ 120 bilhões, informou nesta quarta-feira (4) a Alphabet, controladora do Google, em balanço de resultados.
No quarto trimestre, os gastos de capital chegaram a US$ 27,9 bilhões, quase o dobro dos US$ 14 bilhões registrados um ano antes e acima da expectativa de US$ 27,7 bilhões. Ao longo de 2025, a companhia investiu US$ 91,4 bilhões, sinalizando que esse volume deve praticamente dobrar neste ano.
“Estamos vendo nossos investimentos em IA e infraestrutura impulsionarem receita e crescimento em todas as frentes”, disse o CEO Sundar Pichai. Segundo ele, a elevação do investimento busca “atender à demanda dos clientes e aproveitar as oportunidades crescentes à frente”.
A onda de investimentos acabou ofuscando um segundo trimestre consecutivo com receita acima de US$ 100 bilhões, sustentada pelo bom desempenho das divisões de publicidade e computação em nuvem, em meio à forte demanda por soluções de IA.
O lucro líquido do quarto trimestre subiu 30% em relação ao ano anterior, para US$ 34,5 bilhões, superando as expectativas de US$ 31,9 bilhões. No total de 2025, a empresa registrou lucro de US$ 132 bilhões.
A receita avançou 18% no trimestre encerrado em dezembro, para US$ 113,8 bilhões, acima da estimativa média de US$ 111,3 bilhões, segundo dados da FactSet. No ano, as vendas superaram pela primeira vez a marca de US$ 400 bilhões.
O principal negócio de buscas e publicidade cresceu 17%, para US$ 63,1 bilhões, acima da projeção de US$ 61,3 bilhões. A receita com anúncios no YouTube subiu 9%, para US$ 11,4 bilhões.
Já a divisão de nuvem registrou crescimento de 48%, alcançando US$ 17,7 bilhões, frente à estimativa média de US$ 16,3 bilhões, com a escalada da demanda por poder computacional para treinar e operar modelos de IA.
As ações da Alphabet acumulam alta de 61% nos últimos 12 meses, elevando seu valor de mercado para mais de US$ 4 trilhões e colocando a empresa à frente da Microsoft como a terceira maior do mundo.
Após a divulgação do balanço, os papéis chegaram a cair mais de 7% no pós-mercado, mas reduziram as perdas e passaram a recuar cerca de 2%.
Autor: Folha
















