quinta-feira, fevereiro 5, 2026
25.1 C
Pinhais

investigação do Master vai revelar “magnatas” que palpitam na economia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta (5), que as investigações da Polícia Federal sobre o escândalo do Banco Master irão “às últimas consequências” para revelar o envolvimento de “magnatas que ficam dando palpite na economia brasileira”.

Lula confirmou que recebeu o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, em seu gabinete em 2024 acompanhado pelo ex-ministro Guido Mantega, e que afirmou a ele que não haveria qualquer posição política a favor ou contra o banco. Naquela época, o Master já enfrentava uma crise de liquidez que Vocaro se dizia “perseguido” e que havia outros agentes do mercado financeiro tentando derrubá-lo.

O presidente disse que, após o encontro com Vorcaro, chamou o ministro Fernando Haddad, da Fazenda, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para opinarem sobre os relatos do banqueiro.

“Para que a procuradoria tentasse ajudar, porquê estávamos diante da primeira chance real de pegar os magnatas da corrupção da lavagem de dinheiro desse país. Não me importa que envolva político, partido, banco. Quem tiver metido nisso vai ter que pagar o preço da irresponsabilidade de dar o maior rombo econômico da história desse país”, afirmou o petista em entrevista ao UOL.

VEJA TAMBÉM:

  • Esposa de Moraes aciona STF em nome de empresário elogiado por Lula

Lula também defendeu o ex-ministro Ricardo Lewandowski, da Justiça e Segurança Pública, que teve um contrato de consultoria assinado com o Banco Master antes de ser nomeado para a pasta, e que deixou o atendimento a Daniel Vorcaro assim que passou a fazer parte do governo.

Ainda durante a entrevista, Lula ressaltou que toma “todo o cuidado para não ultrapassar os limites” da função de presidente e toma as decisões que lhe cabem tomar. Mas, que, ordenou aos órgãos responsáveis que investigue “às últimas consequências”, incluindo os negócios firmados por estados junto ao Master na alocação de recursos previdenciários de servidores, como foi revelado recentemente em transações envolvendo fundos do Rio de Janeiro e do Amapá – base eleitoral do senador Davi Alcolumbre (União-AP), mas que ele não é investigado.

O presidente também citou o aprofundamento das investigações na “falcatrua” envolvendo o Banco de Brasília (BRB), que chegou a tentar comprar uma fatia do Banco Master – transação negada pelo Banco Central – e que adquiriu R$ 12,2 bilhões do banco em carteiras de crédito sem lastro tidas pelas investigações como fraudulentas.

Lula também citou, em relação ao crime organizado fazendo um paralelo ao caso Master, que pretende levar aos Estados Unidos, na reunião que terá com o presidente Donald Trump no começo do mês de março, uma comitiva incluindo o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva; o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; o secretário-geral da Receita Federal, Robinson Barreirinhas; e o próprio Gonet.

O objetivo da comitiva será “para dizer ao Trump que se quiser combater o crime organizado e o narcotráfico, o Brasil tá aqui na linha de frente”.

Por outro lado, o presidente evitou se posicionar sobre uma possível CPI ou CPMI para investigar o escândalo do Banco Master, dizendo que apenas cumpre as funções permitidas ao seu cargo e orienta órgãos subordinados.

Autor: Gazeta do Povo

Destaques da Semana

Semana do Cinema: 8 lançamentos de filmes para assistir por R$ 10

A Semana do Cinema retorna nesta quinta-feira, dia 5...

g1 Ouviu #325 – Christian Chávez, um rebelde do México

"Quando a imprensa me tirou do armário,...

Bruna Biancardi se declara em aniversário de Neymar: “Te amo”

A influenciadora Bruna Biancardi, 31, homenageou o jogador Neymar,...

Rússia pressiona Brasil para não perder mercado de fertilizantes

Uma reunião de integrantes da cúpula dos governos do...

Temas

Siga-nos

Conheça Nosso Guia de Compras

spot_img

Artigos Relacionados

Categorias mais Procuradas