
As tratativas para a composição da chapa da esquerda para o governo de Minas Gerais geraram um mal-estar entre os presidentes nacionais do PT, Edinho Silva, e do PDT, Carlos Lupi. Nesta quarta-feira (4), Lupi divulgou em suas redes sociais que, após reunião com Edinho, foi feito um acordo para que o PT apoie a candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) como candidato a governador.
“Na reunião com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, reafirmei a aliança do PDT para reeleger o presidente Lula e recebi a confirmação do compromisso petista de apoiar as candidaturas ao governo de Juliana Brizola, no Rio Grande do Sul; de Alexandre Kalil, em Minas Gerais, e de Requião Filho, no Paraná. Com a formalização interna do PT, nos próximos dias, avançaremos para vencer nesses estados estratégicos”, escreveu o pedetista.
Logo após a postagem, porém, Edinho tomou a palavra para dar sua versão. Em nota à imprensa, ele alegou que a pauta do encontro não foi o fechamento de palanques e que “as definições sobre as candidaturas estaduais seguem em debate e serão construídas em acordo com os diretórios estaduais.”
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Kalil: No meu palanque só sobe quem eu quero
Enquanto isso, o ex-prefeito, filiado ao PSD de Gilberto Kassab, publicava em suas redes. Sem citar nomes ou o episódio, ele buscou retomar o protagonismo em meio à divergência entre os líderes: “Eleição é um saco: no meu palanque só sobe quem EU quiser.”
Kalil foi candidato ao Palácio da Liberdade em 2022 e ficou em segundo lugar, sendo derrotado pelo atual governador, Romeu Zema (Novo). Agora, Zema já anuncia que é pré-candidato à Presidência da República, apoiando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno.
Apesar da ausência de Zema, o cenário indica uma dificuldade para Kalil: o senador Cleitinho (PL-MG) aparece à frente nas pesquisas de intenção de voto. O vice de Zema, Mateus Simões (PSD) também é cotado para disputar a vaga.
Autor: Gazeta do Povo








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