O rompimento de uma adutora da Cedae alagou ruas e destruiu casas no bairro Km 32, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, nesta quinta-feira (5), deixando famílias desalojadas.
Vídeos gravados por moradores mostram a força da água invadindo imóveis, arrastando estruturas e espalhando entulho pelas ruas. Telhados e paredes desabaram, e muitos moradores precisaram sair às pressas de casa diante do avanço da água.
Segundo a Cedae, o vazamento ocorreu em uma tubulação localizada no interior da ETA (Estação de Tratamento de Água) do Guandu, operada pela estatal. Por causa do rompimento, o tratamento de água do sistema Guandu foi reduzido para 50% da capacidade no início da tarde.
A rede afetada transporta água para Belford Roxo, Duque de Caxias, Mesquita, Nova Iguaçu, Nilópolis, Queimados e São João de Meriti, na Baixada Fluminense. O fornecimento nessas localidades foi interrompido, e a distribuição de água na capital passou a operar de forma reduzida, com possibilidade de intermitências em algumas regiões.
A Rio+Saneamento informou que, em razão do reparo do vazamento de responsabilidade da Cedae, o abastecimento de água está paralisado em 24 bairros da zona oeste do Rio nesta quinta. Segundo a concessionária, a regularização do fornecimento ocorrerá de forma gradual após a conclusão do reparo, prevista para a manhã desta sexta-feira (6).
De acordo com a empresa, o prazo para a normalização da distribuição de água nesses bairros é de até 72 horas, podendo variar conforme a localidade, especialmente em áreas elevadas e nas pontas da rede.
Em nota, a Cedae afirmou que técnicos atuam no reparo emergencial da tubulação e que, após o restabelecimento integral da produção no sistema Guandu, terá início a etapa de recuperação gradativa do abastecimento, que pode levar 72 horas ou mais.
A concessionária Águas do Rio orientou moradores das regiões afetadas a manterem a água de cisternas e caixas-d’água reservada para atividades essenciais, adiando tarefas que demandem alto consumo até a normalização do abastecimento. A empresa informou que atende pelo telefone 0800 195 0 195, com ligações gratuitas e mensagens via WhatsApp.
De acordo com a Prefeitura de Nova Iguaçu, equipes da Defesa Civil realizam vistorias técnicas nos imóveis atingidos pelo rompimento da adutora. Até o momento, 18 residências foram afetadas, sendo dez habitadas e oito desabitadas. Oito famílias, totalizando 30 pessoas, foram impactadas, das quais duas famílias, com nove pessoas, ficaram desalojadas.
Também foram atingidos 11 imóveis comerciais, uma igreja e seis salas comerciais. As ruas afetadas são a rua Jasmins e a estrada Rio-São Paulo.
A Secretaria Municipal de Assistência Social faz o levantamento das famílias atingidas e presta acolhimento às pessoas desalojadas. A prefeitura informou que serão disponibilizados kits de limpeza para os imóveis afetados, além de suporte às famílias no local de acolhimento.
Autor: Folha



















