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Escola de samba pretende mostrar que MST é mais que invasões

A escola de samba Acadêmicos do Tatuapé desfilará na madrugada de sábado (14) de Carnaval, no Anhembi, com um samba-enredo em homenagem ao MST. Assim como as demais agremiações do Carnaval de São Paulo, a escola conta com um patrocínio de quase R$ 3 milhões da prefeitura.

Com o enredo “Plantar para Colher e Alimentar: Tem Muita Terra Sem Gente e Muita Gente Sem Terra”, a agremiação pretende defender a tese de que as atividades do grupo vão “muito além da invasão de terras”. Este foi o conceito posto pela diretora de Carnaval da escola, Patrícia Lafalce.

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“Queremos mostrar que o MST vai muito além da ocupação de terras. (…) Vamos levar para o Anhembi a força da produção camponesa, da agricultura sem veneno e sem destruição ambiental”, disse ela em entrevista ao site do MST.

Causas sociais

Para Eduardo Santos, presidente do Grêmio Recreativo Escola de Samba (GRES) da Zona Leste, a escolha do tema é coerente com a trajetória da escola em pautar “causas sociais”. Em 2025, por exemplo — quando conquistou o vice-campeonato e perdeu por apenas 0,1 ponto para a Rosas de Ouro —, a escola “vestiu a toga” com o tema da Justiça. O último título da Tatuapé, uma das mais tradicionais de São Paulo, foi em 2018.

“Todo ano escolhemos o enredo com base em vários elementos: força visual, potência musical, impacto cultural e, principalmente, nas parcerias que conseguimos consolidar”, afirmou o presidente.

Investimento público

O logotipo do MST é o primeiro a aparecer no site da escola, consolidando a parceria. Ao lado dele, figuram os logotipos da Prefeitura de São Paulo, que contribui com o maior volume de subsídios. Cada uma das 14 escolas do Grupo Especial (a primeira divisão do Carnaval paulistano) recebe um repasse de R$ 2,76 milhões em 2026, segundo o portal Metrópoles.

O investimento total da prefeitura chega a quase R$ 70 milhões. Para efeito de comparação, o Rio de Janeiro destina R$ 52 milhões às suas agremiações, enquanto a Embratur paga R$ 12 milhões às escolas do Grupo Especial que desfilam na Sapucaí.

O prefeito Ricardo Nunes (MDB), que cortou R$ 12 milhões da verba dos blocos de rua, justificou o aporte nas escolas afirmando que o Carnaval de São Paulo é o “maior do país”.

Autor: Gazeta do Povo

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