A vitória do Seattle Seahawks sobre o New England Patriots na decisão do Super Bowl na noite de domingo (8) em Santa Clara, na Califórnia, contou com a redenção do experiente quarterback Sam Darnold, que conseguiu dar a volta por cima após lidar com a desconfiança dos críticos nos últimos anos, e o primeiro prêmio de MVP (jogador mais valioso) a um jogador que atua na posição de running back em 28 anos.
No triunfo por 29 a 13 na edição de número 60 da decisão da liga de futebol americano, o time de Seattle confirmou o favoritismo com uma atuação dominante de Kenneth Walker III. O running back liderou sua equipe à vitória após correr para 135 jardas em 27 tentativas, o que lhe valeu o prêmio de melhor da partida.
A atuação de Walker, com uma média de cinco jardas por corrida e uma corrida mais longa de 30 jardas, foi decisiva para que o Seattle conquistasse seu segundo título do Super Bowl e vingasse a derrota para o Patriots no Super Bowl de 11 anos atrás.
A última vez em que um jogador que atua como running back havia levado a premiação tinha sido com Terrell Davis, do Denver Broncos, em 1998.
“Vencer é, simplesmente, um sonho realizado, porque muitas pessoas jogam a carreira inteira e nunca chegam tão longe”, disse o jogador de 25 anos.
“Passamos por momentos difíceis nesta temporada, mas permanecemos unidos. Esses desafios mostraram quem somos como equipe”, acrescentou.
Nos últimos três anos, o título de MVP havia ficado com o quarterback do time vencedor. Dessa vez, Sam Darnold, o quarterback do Seattle, não ficou com o prêmio, mas teve atuação de destaque, em especial na parte final da partida, conquistando seu primeiro Super Bowl em uma carreira marcada por um início promissor e pela desconfiança de críticos nos últimos anos.
Darnold, de 28 anos, foi selecionado na primeira rodada do draft de 2018 pelo New York Jets cercado de expectativas pelo desempenho universitário, mas não conseguiu corresponder às expectativas.
Foram necessários cinco times, e oito anos, com críticas apontando que ele nunca usaria um anel de campeão do Super Bowl, até que o quarterback conseguisse finalmente alcançar a maior conquista do esporte.
Na final, Darnold iniciou com uma atuação discreta, mas conseguiu um passe de 16 jardas no último quarto que encontrou o tight end AJ Barner no canto direito da endzone.
Ele atribuiu ao apoio que teve da família durante os tempos difíceis em campo o maior combustível para que conseguisse dar agora a volta por cima.
“Foi por causa dos meus pais, pela maneira como eles acreditaram em mim durante toda a minha carreira. Isso me permitiu entrar em campo e jogar livremente, com essa confiança”, afirmou o quarterback dos Seahawks após a partida.
Darnold se tornou o quarto quarterback a vencer um Super Bowl em sua primeira temporada com um time, juntando-se a Tom Brady, Trent Dilfer e Matthew Stafford.
“Sinto que não jogamos tão bem quanto poderíamos. Eu certamente não joguei tão bem quanto poderia”, reconheceu Darnold.
“Obviamente, gostaríamos de ter chegado à end zone mais vezes. Mas com nossa defesa, do jeito que eles têm jogado, meu trabalho é cuidar da bola. Eu sabia disso antes do jogo, e foi o que fiz”, acrescentou ele.
Trump critica apresentação de Bad Bunny no show do intervalo
Cercada de expectativa, a apresentação do rapper porto-riquenho Bad Bunny no show do intervalo foi feita, pela primeira vez, predominantemente em espanhol, com inúmeras referências à ilha caribenha, tanto no design do palco quanto nas letras de suas músicas.
O espetáculo foi uma celebração da música e cultura latina em um momento em que a comunidade se sente ameaçada pela cruzada anti-imigração do Partido Republicano, liderada pelo presidente Donald Trump.
A apresentação teve seu ápice político durante a participação especial do também porto-riquenho Ricky Martin, que cantou “Lo que le pasó a Hawai’i”, considerado um hino da independência de Porto Rico.
Bad Bunny não atacou diretamente o ICE, a agência de segurança pública criticada por suas operações agressivas contra imigrantes, como fez na semana passada com o Grammy Awards. Seu show de 13 minutos, no entanto, foi repleto de mensagens de diversidade e união.
Após apresentar sucessos como “Un baile inolvidable” e “Nuevayol”, o artista encerrou sua apresentação listando os países do continente, antes de exibir a mensagem: “Juntos, somos a América”.
Com a plateia ainda empolgada, Trump criticou duramente a apresentação nas redes sociais, chamando-a “de uma afronta à grandeza da América”.
“Ninguém entendeu o que esse cara está dizendo”, escreveu o republicano, que já havia criticado a escalação musical de Bad Bunny e Green Day, ambos seus críticos, afirmando que a escolha era “terrível” e “semearia ódio”.
Com agências internacionais
Autor: Folha








.gif)












