O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência da República, defendeu um “tesouraço” em impostos e gastos públicos em artigo publicado no domingo (8), no Brazil Journal.
“Uma agenda cujo objetivo final é o aumento real da renda, da geração de empregos e dos avanços das condições para empreender no Brasil, viabilizados através da redução dos gastos públicos, dos impostos e da burocracia, o que permitirá a implementação de taxas de juros menores. A melhoria da qualidade de vida da população passa, necessariamente, pela consolidação destes valores”, disse.
Segundo ele, como consequência direta da política fiscal frouxa, o Brasil convive com uma das taxas de juros mais altas do mundo. “Toda essa agenda vem travestida de justiça social – sem, contudo, criar condições estruturais para a construção da dignidade, a redução das desigualdades e a diminuição da dependência de parcela significativa da população das políticas assistenciais do Estado”, apontou.
Dados do Banco Central mostram que em 29 dos 36 primeiros meses do terceiro mandato do presidente Lula (PT) as contas públicas fecharam no vermelho (déficit primário). Nos outros sete houve receitas atípicas não recorrentes. O endividamento público aumentou 6,9% entre dezembro de 2022 e dezembro de 2025, atingindo 78,7% do PIB.
Flávio Bolsonaro destacou que os princípios básicos que norteiam o caminho da prosperidade “parecem óbvios e plenamente alcançáveis”.
“Ao analisar o cenário brasileiro entre 2019 e 2022, as diretrizes e lições são claras. Há precedentes. Fizemos história. Reduzimos impostos — como IPI, combustíveis e folha de pagamento —, implementamos mecanismos de controle dos gastos públicos, mesmo em meio a uma pandemia”, destacou o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, citando também reformas estruturantes, marcos regulatórios e a independência do Banco Central.
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Autor: Gazeta do Povo




















