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Setor logístico prevê que fim da jornada 6×1 aumentará preços

A Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina (Fetransesc) prevê um aumento no custo para o envio de cargas caso seja aprovada a redução da escala 6×1. Em nota divulgada nesta sexta-feira (13), a entidade aponta para uma reação em cadeia no setor caso os motoristas tenham dois dias de folga por semana.

“A Fetrancesc reforça que o debate sobre condições de trabalho é legítimo, mas defende que mudanças estruturais dessa magnitude sejam precedidas de estudos técnicos, análise setorial e diálogo com o setor produtivo, a fim de evitar impactos negativos ao emprego formal, à logística e à competitividade do país”, argumenta.

Os cálculos da federação consideram a redução de 220 para 200 horas mensais, sem redução de salário e soma, no embasamento, questões de política econômica: “alta carga tributária, crédito restrito e juros elevados.”

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A previsão é que a folha de pagamento fique 18% mais cara ao empregador do setor, impacto considerado “alarmante” pela entidade. A nota ainda menciona a Lei do Motorista para tratar das restrições impostas às empresas.

Para o presidente da Fetrancesc, Dagnor Schneider, há risco no abastecimento das cidades. Ele atribui a toda a sociedade os prejuízos a serem enfrentados com a mudança legislação trabalhista.

A pauta da redução da jornada de trabalho é capitaneada pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). A ideia é alterar a Constituição, no trecho em que disciplina o limite de horas por dia e por semana. Enquanto os defensores apontam para resultados positivos no exterior, críticos ressalvam que tais países primeiro se desenvolveram, para só depois aliviarem a intensidade do trabalho.

Os grupos de interesse também divergem: De um lado, sindicatos falam em exploração excessiva da mão de obra e se apoiam no movimento Vida Além do Trabalho (VAT). Do outro, entidades que representam os empregadores têm alertado para elevação nos custos, com posterior compensação por meio de aumento de preços ao consumidor final.

Autor: Gazeta do Povo

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