
O Ministério Público Federal (MPF) deu início a uma investigação sobre a possível tentativa de aliciamento de brasileiras pelo financista americano Jeffrey Epstein, que morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento por crimes de tráfico sexual de menores.
O procedimento sigiloso foi instaurado após a BBC Brasil revelar uma troca de e-mails entre uma brasileira e Epstein sobre a viagem de uma mulher, de “família simples”, de Natal (RN) aos Estados Unidos. O empresário pediu fotos da brasileira de biquíni ou sutiã.
À Gazeta do Povo, o MPF confirmou nesta sexta-feira (13) que a Unidade Nacional de Enfrentamento do Tráfico Internacional de Pessoas e do Contrabando de Migrantes (UNTC) analisa a denúncia.
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A unidade centraliza todas as investigações e ações judiciais do país relacionadas a tráfico internacional de pessoas e contrabando de migrantes. Nesta semana, a BBC Brasil também revelou que Epstein manteve relações pessoais com modelos brasileiras, ajudando-as financeiramente.
As mensagens, contudo, não mostram se as viagens aos EUA ocorreram ou a idade das pessoas envolvidas. “A UNTC acompanha a divulgação dos arquivos do caso e está atenta aos fatos que envolvem cidadãos brasileiros ou que tenham sido praticados no Brasil”, destacou o MPF, em nota.
A UNTC está vinculada à Secretaria de Cooperação Internacional e atua junto com os Grupos de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaecos).
Epstein tem um CPF (Cadastro de Pessoa Física) ativo no Brasil. De acordo com o comprovante de situação cadastral emitido pelo Ministério da Fazenda, o CPF possui data de inscrição em 23 de abril de 2003 e mostra o nome completo do financista — Jeffrey Edward Epstein.
Autor: Gazeta do Povo








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