Minutos antes de subir no carro alegórico da Acadêmicos do Tatuapé, na madrugada deste sábado (14), o ex-jogador Raí afirmou que a baixa presença de atletas no campo progressista se deve à “falta de informação, conscientização e formação”.
A escola homenageia o MTST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) com o enredo “Plantar para Colher e Alimentar: Tem Muita Terra Sem Gente e Muita Gente Sem Terra”.
Raí disse que apoia o movimento “há muito tempo” e que admira sua mobilização “organizada e consciente” por “um país mais justo”.
“O MST busca um país mais justo nas cidades e no campo e uma reparação histórica dessa concentração de terras na mão de poucos”, afirmou. Para ele, o Brasil é um dos poucos países onde ainda é possível pensar “numa distribuição mais justa do chão, da terra”.
Ele é o único ex-jogador do desfile e um dos poucos que se associam ao MST. Ao comentar a pouca presença de nomes do futebol na esquerda, ele atribuiu o cenário à falta de formação política.
“É falta de informação, conscientização do contexto geral, histórico, do que é o Brasil hoje, nas cidades e no campo.” Raí defendeu mais acesso a informação e formação crítica, tanto para atletas quanto para a sociedade em geral.
“Quanto mais a gente municiar de informações e conscientizar a população do que a gente pode ser —um país rico, justo, mais igualitário—, seremos um país melhor.” Ele afirmou ainda que o MST “é um exemplo para o mundo todo” e que deve ser considerado pelos brasileiros.
Raí participa do desfile ao lado de outras personalidades, como o jornalista Chico Pinheiro e a ministra das Mulheres, Márcia Lopes. Dirigentes históricos do movimento também estarão na avenida.
Segundo a organização, a proposta é transformar o desfile em um espaço de visibilidade política e cultural para a agenda da reforma agrária.
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Autor: Folha




















