Faltam quatro meses para começar o Mundial. Nas milhões de discussões sobre os possíveis centroavantes que estarão na Copa –a cada semana aparece um novo nome–, nunca citam Vinicius Junior, que tem sido o titular da posição, atuando centralizado e mais adiantado, diferentemente do que ocorre no Real Madrid, onde atua pela esquerda. No mesmo raciocínio, Matheus Cunha, que era um centroavante, atua no time brasileiro e no Manchester United na função de meia centralizado e avançado.
Com a volta de Raphinha, ele poderá jogar no lugar de Matheus Cunha ou pelas pontas, na posição de Rodrygo ou na de Estêvão. Outra opção de Carlo Ancelotti é escalar Vinicius Junior pela esquerda, Raphinha pelo centro ou pela direita e um centroavante. Hoje, o mais cotado é João Pedro. Ele é um centroavante hábil, inventivo, que se movimenta bastante e participa do jogo coletivo, além de finalizar muito bem. Sem querer comparar o talento, João Pedro tem características parecidas com as de Kane, craque do Bayern de Munique e da seleção inglesa.
A carência está nas laterais. Como não surgiu nenhum jovem com talento para o nível da seleção, Ancelotti, provavelmente, vai escalar os experientes Alex Sandro e Militão na lateral esquerda e na direita. O técnico já disse também que Danilo pode ser um bom reserva para as quatro posições da defesa. Na zaga, a seleção possui dois dos melhores zagueiros do mundo, Marquinhos e Gabriel Magalhães, além de bons reservas. No gol, Alisson é o titular. Ederson e Hugo Souza são os outros dois mais prováveis goleiros.
No meio-campo, faltam reservas à altura de Casemiro e Bruno Guimarães. O jovem Andrey, do Chelsea, é o mais provável reserva para Casemiro. Paquetá, substituto de Matheus Cunha, é também uma opção para a função de Bruno Guimarães.
Andreas Pereira é uma boa alternativa na reserva de Bruno Guimarães, mas Ancelotti não deve ter gostado da trapaça feita pelo jogador contra o Corinthians, ao esburacar o local de cobrança de pênalti, o que, provavelmente, atrapalhou Memphis. O meio-campista do Palmeiras deu um péssimo exemplo, como escreveu muito bem o colunista Marcelo Bechler na Folha.
Se o futebol brasileiro valorizasse mais os meio-campistas que jogam de uma intermediária à outra e endeusasse menos os atacantes dribladores e artilheiros, Marcos Antônio seria muito mais elogiado desde que chegou ao São Paulo. Talvez fosse até pedido para a seleção. Na vitória por 2 a 0 sobre o Grêmio, ele e os outros meio-campistas, Danielzinho e Bobadilla, tomaram conta do jogo.
Marcos Antônio desliza no gramado, toca, avança, recebe e faz toda a ligação entre os jogadores do meio para a frente, com precisos passes curtos e longos. Depois que passou a atuar a partir da intermediária do São Paulo, em vez de jogar como um meia ofensivo, brilhou muito mais.
Durante a partida contra o Grêmio, o técnico argentino Hernán Crespo não parava de sorrir, encantado com o time. Deve ter se lembrado da goleada por 4 a 1 da Argentina sobre o Brasil, antes de Ancelotti, quando o trio de meio-campistas da Argentina bailou em campo.
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Autor: Folha



















