sábado, novembro 29, 2025

'Nem eu sabia que ele amava tanto assim meu filho para não suportar', diz viúva de homem que infartou ao visitar enteado internado, no PR


Padrasto infarta e morre ao visitar enteado internado, e rapaz falece no dia seguinte
Angélica Paiva da Silva lembra que João Gonçalves, de 55 anos, e Vitor Silva, de 16, eram amigos e tinham uma boa relação. Ela ficou viúva e perdeu o filho após padrasto e enteado morrerem com um dia de diferença. A família é de Santo Antônio da Platina, no norte do Paraná.
Leia mais: Quem eram padrasto e enteado que morreram com um dia de diferença
No domingo (23), Vitor estava internado há um dia quando João foi visitá-lo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Norte Pioneiro. Antes, o casal conversou por telefone, e este foi o modo que o padrasto soube do grave estado de saúde do jovem causado pelo uso de cigarros eletrônicos.
Enquanto estava na recepção do hospital, João teve um infarto e morreu, mesmo com a ação rápida da equipe médica.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Londrina e região no WhatsApp
Segundo Angélica, padrasto e enteado se davam bem e eram amigos.
Arquivo pessoal
“E ele [João] amava, e nem eu sabia que ele amava tanto assim meu filho para não suportar a notícia que ele estava intubado”, Angélica conta.
Na segunda-feira (24), depois de ir ao sepultamento do marido, Angélica chegou ao hospital e viu que o filho estava em parada cardíaca. Ela lembra de pensar, enquanto os médicos corriam: “Meu Deus, de novo não”.
O adolescente morreu minutos depois.
Vitor tinha 16 anos e morava em Santo Antônio da Platina.
Arquivo pessoal
Leia também:
Operação: Blogueiro é preso por difamar membros de atual gestão municipal a mando de ex-secretários de saúde e educação, no PR
‘Sentimento de dever cumprido’: Após quase três meses de decisão do STF, criança do PR com doença rara toma remédio mais caro do mundo
Veja os dados: Mulheres deixam de adotar sobrenome dos maridos no casamento no Paraná, indica levantamento
A certidão de óbito de Vitor apontou que o jovem teve sepse de foco pulmonar e insuficiência respiratória aguda por tabagismo com uso de cigarro eletrônico. A família descobriu que ele estava usando o dispositivo apenas no momento em que ele foi levado ao hospital, onde contou aos médicos.
“Esse cigarro eletrônico pode parecer inofensivo, mas ele acabou com a minha família em dois dias, perdi meu filho e perdi meu marido. […] É uma modinha, só que mais quantas mães vão chorar pelos filhos por causa disso?”, disse Angélica.
Angélica e João estavam juntos há oito anos. Ela conta que, além da amizade, o marido batizou o adolescente na igreja e o ajudou a arrumar um emprego de vendedor.
João, Angélica e Vitor.
Arquivo pessoal
VÍDEOS: mais assistidos do g1 Paraná
Leia mais notícias em g1 Norte e Noroeste.

Autor Original

Destaques da Semana

Temas

Artigos Relacionados

Categorias mais Procuradas

spot_imgspot_img