sábado, novembro 29, 2025

Gayer é alvo de denúncia de médica que ironizou morte de Kirk

Uma médica protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF), na última quarta-feira (26), uma queixa-crime contra o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), acusando-o de difamação. A controvérsia teve início após um comentário da médica ironizando o assassinato do ativista americano Charlie Kirk: “Um ativista americano foi morto hoje durante um evento ao ar livre em uma universidade dos EUA. A ironia? Ele tava (sic) sob uma tenda com os dizeres ‘prove me worng’ [prove que eu estou errado]. Pois é, provaram.

Outro internauta publicou que a médica teria provado que “boa parte da esquerda é formada por psicopatas”. A postagem trouxe ainda um print do perfil dela, com seu nome completo e a designação como neurologista. O deputado encontrou a postagem e republicou, com um comentário: “Mais uma extremista que celebra assassinatos de quem pensa diferente. “

A neurologista diz que passou a receber ataques em massa depois da publicação do parlamentar. Entre os prints juntados, está um que divulga nome completo, profissão, cidade, contatos telefônicos e os números de CRM. Outro deles divulga o endereço da clínica em que a médica trabalha. Há ainda a divulgação do CPF. A petição alega que “esse tipo de divulgação caracteriza um doxxing clássico — exposição calculada de dados pessoais com o objetivo de intimidar, fragilizar e possibilitar represálias concretas no mundo offline.”

A defesa da neurologista ainda traz mensagens como “fica esperta na rua” e “presta bastante atenção quanto estiver saído de casa (sic.)”. Ela conclui que Gayer teria orquestrado os supostos ataques, ao relacioná-la a “uma conduta moralmente reprovável e socialmente odiosa, ligadaà celebração de crime contra a vida.”

Esquerda usou redes sociais para comemorar assassinato de Kirk

Charlie Kirk morreu com um tiro no pescoço durante uma palestra de sua turnê “American Comeback Tour”. (Foto: Gage Skidmore Wikimedia/Commons)

Conservador, Charlie Kirk foi baleado no pescoço pelo estudante Tyler Robinson durante uma palestra na universidade de Utah. O evento foi alvo de pedido de cancelamento por cerca de 7 mil estudantes progressistas. O ativista de 31 anos era um dos principais nomes da direita americana.

Após sua morte, militantes de esquerda passaram a postar mensagens ironizando e celebrando sua morte, o que elevou a tensão nas redes sociais. Um dos posicionamentos que mais repercutiu foi o do jornalista e escritor Eduardo Bueno, conhecido como Peninha. Ele disse que a morte de Kirk teria sido “boa para suas filhas”. Horas depois, divulgou uma retratação.

Outro comentário, do médico Ricardo Barbosa, levou o governo americano a revogar seu visto. Ele elogiou o atirador:  “Um salve a este companheiro de mira impecável. Coluna cervical.”

Já a influenciadora Juliana Rosa, conhecida como “Juju dos Teclados”, classificou o assassinato como “muito bonita e poética”, e pediu “justiça por Tyler Robinson”.

A Gazeta do Povo entrou em contato com Gustavo Gayer e aguarda retorno.

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