domingo, novembro 30, 2025

Black Friday 2025: ecomerce fatura mais do que a de 2024 – 28/11/2025 – Mercado

Os dados prévios da Black Friday deste ano indicam um aumento de faturamento no varejo como um todo pelo país. Até às 12h desta sexta-feira (28), as lojas virtuais faturaram R$ 1,69 bilhão, alta de 24,5% em relação à primeira metade do dia no ano passado, segundo dados da Confi Neotrust, empresa de dados que acompanha as transações do setor.

O avanço foi puxado principalmente pelo aumento no volume de compras. Até 11h59, foram 3,27 milhões de pedidos, alta de 44% na comparação anual. A ampliação do número de itens vendidos, no entanto, veio acompanhada de uma queda no tíquete médio, que passou de R$ 609 em 2024 para R$ 518 nesta edição, um recuo de 17,8%.

A Confi Neotrust projeta que este pode ser o melhor desempenho histórico para o evento, marco detido pelo ano de 2021, segundo a série histórica da companhia. Naquele ano, o faturamento do ecommerce foi de R$ 5,1 bilhões.

Desde então, as últimas sextas-feiras de novembro não igualaram mais os mesmos valores: foram faturados R$ 4,2 bilhões em 2022, R$ 3,9 bilhões em 2023 e R$ 4,2 bilhões em 2024.

As categorias de maior faturamento até metade do dia foram smartphones, com R$ 179 milhões, seguidos de TVs (R$ 166 milhões) e geladeiras e refrigeradores (R$ 125 milhões). A tendência se aproxima do desempenho da véspera e consolida eletrônicos e eletrodomésticos como motores da data.

A quinta-feira (27), véspera da Black Friday, também mostrou aceleração. O comércio online somou R$ 2,28 bilhões em vendas, alta de 34,1% frente ao mesmo dia do ano anterior e avanço de 15,7% em relação ao registrado em 2021, até então o recorde para uma quinta-feira pré evento.

O número de pedidos disparou 63,2%, atingindo 5,9 milhões de compras. Mesmo assim, o tíquete médio também diminuiu no período, ficando em R$ 385, abaixo dos R$ 469 registrados em 2024. TVs, smartphones e calçados lideraram as vendas na quinta.

No parcial de novembro, de 1º a 27, o setor acumulou R$ 39,2 bilhões, avanço de 36,2% em relação ao ano passado. O número de pedidos aumentou 48,8%, para 124,9 milhões, mas o tíquete médio caiu 8,5%, para R$ 313. Os dados reforçam o chamado “Black November”, movimento em que o varejo antecipa promoções para diluir a concentração de vendas apenas na sexta-feira.

Segundo Léo Homrich Bicalho, head de negócios da Confi Neotrust, a forte antecipação das ofertas ao longo de novembro não enfraqueceu a data. “Mesmo com tíquete médio menor, a Black Friday continua sendo o momento em que o consumidor concentra compras de maior valor”, afirma.

Na Linx, uma das maiores fornecedoras de software para o varejo, a leitura também é de que o fortalecimento das vendas ao longo do mês ajudou o setor a impulsionar as vendas nesta sexta.

“Promoções, ações de fidelização e a maior maturidade dos varejistas, apostando em vendas multicanais e personalização elevam o nível da data”, afirma Daniel Mendez, diretor executivo de e-commerce da Linx.

Os dados foram obtidos pela plataforma Hora a Hora da Confi Neotrust, que monitora transações reais de mais de 7.000 lojas parceiras. A empresa acompanha o comportamento de mais de 80 milhões de consumidores digitais e atualiza indicadores de faturamento, unidades vendidas e preços a cada hora, com recortes regionais e por categoria em mais de 2.000 subdivisões do ecommerce.

Bruno Pati, CEO do E-Commerce Brasil, reforça que o período prévio de preparação dos varejistas foi primordial para os resultados desta sexta. Ele avalia que boa parte dos clientes já estava decidido sobre o que comprar, enquanto os comerciantes souberam monitorar essa movimentação de buscas antecipadas e reforçaram seus estoques, resultando em uma performance mais calibrada do que em 2024.

“O que vemos em 2025 é um alinhamento de variáveis que raramente ocorrem juntas: melhora macroeconômica, preços mais agressivos em eletroeletrônicos e linha branca, antecipação de intenção de compra ao longo de novembro e, principalmente, uma infraestrutura digital mais resiliente”, afirma Pati.

“Black Friday é um evento de engenharia. O sistema só cresce com essa intensidade quando os modelos de previsão, escalabilidade e contingência reagem no mesmo ritmo do comportamento do consumidor. Este ano, eles reagiram”, completa o executivo.

REFORÇO NOS MEIOS DE PAGAMENTOS

No Itaú, que também divulgou parciais, o monitoramento realizado da 0h às 15h indicava alta de 31% nas vendas feitas entre lojas físicas e virtuais que utilizam o ecossistema de pagamentos do banco —considerando apenas ecommerce, houve um aumento de 36,6%.

De acordo com o banco, os pagamentos com Pix tiveram alta de 36,2% em relação ao mesmo período analisado no ano passado. “A consolidação do Pix reforça essa nova dinâmica de consumo, em que tecnologia e confiança andam lado a lado para impulsionar o crescimento dos empreendedores”, disse em nota Rodrigo Bizzotto, superintendente de produtos da adquirente de pagamentos Rede, do Itaú.

Autor Original

Destaques da Semana

Temas

Artigos Relacionados

Categorias mais Procuradas

spot_imgspot_img