
O ator Robert Duvall, vencedor de um Oscar e quatro Globos de Ouro, e conhecido por seus papéis na trilogia O Poderoso Chefão e filmes como Apocalypse Now, O Apóstolo e O Juiz, faleceu no domingo, aos 95 anos. A esposa do ator, a artiz argentina Luciana Pedraza, divulgou a notícia no Facebook nesta segunda-feira, mas não informou as causas da morte, limitando-se a afirmar que Duvall “morreu em casa, de forma tranquila, cercado de amor e carinho”.
Nascido em 1931, Duvall começou sua carreira artística no teatro, nos anos 50; passou para a televisão na década seguinte, e ganhou fama no cinema como o major Frank Burns, na comédia de guerra M*A*S*H, de 1970. Dois anos depois, interpretou Tom Hagen, o conselheiro da família Corleone em O Poderoso Chefão. Duvall reprisou o papel na sequência O Poderoso Chefão II, mas não voltou para o terceiro filme, por discordâncias sobre remuneração – em entrevista de 2004, ele afirmou que aceitaria receber metade do cachê de Al Pacino (que interpretava Michael Corleone), mas não um terço ou um quarto.
A atuação como Hagen no primeiro filme da trilogia rendeu a Duvall sua primeira indicação ao Oscar, mas ele só levaria a estatueta por A força do carinho, de 1983, em que ele interpretou Mac Sledge, um cantor country que muda de vida após se recuperar do vício em álcool. Aquele seria seu único Oscar; Duvall foi indicado outras cinco vezes, a última delas em 2015, por O Juiz – na ocasião, com 84 anos, ele se tornou o ator mais velho a receber uma indicação de ator coadjuvante, um recorde que já superado em 2018 por Christopher Plummer. No Globo de Ouro, Duvall teve mais sucesso: além de premiado por A força do carinho, ele ganhou o prêmio de melhor ator coadjuvante por Apocalypse Now, e por duas produções para a televisão; ele ainda foi indicado outras três vezes, sem vencer. As últimas aparições de Duvall em filmes ocorreram em 2022, em duas produções da Netflix: Arremessando Alto, estrelado por Adam Sandler, e o suspense O pálido olho azul, com Christian Bale.
Descrito politicamente como conservador ou libertário, Duvall se declarava independente em termos partidários desde 2014, após ter dado apoio a vários candidatos republicanos. Ele também se dedicou à filantropia por meio de fundos e entidades voltados a crianças e mulheres pobres no noroeste da Argentina, terra natal de sua esposa Luciana, com quem se casou em 2005, após oito anos de relacionamento.
Autor: Gazeta do Povo








.gif)











