
Manifestações de rua e cerimônias religiosas foram realizadas em São Paulo e Curitiba neste domingo (22) para marcar os quatro anos da invasão russa à Ucrânia com presença de descendentes, membros da comunidade ucraniana e diplomatas de países da Europa.
A guerra completa quatro anos na terça-feira (24), mas a comunidade ucraniana convocou atos para este domingo para mobilizar apoiadores no Brasil em um momento em que a guerra ficou menos presente nos noticiários e a Rússia tenta elevar sua influência no país.
Em São Paulo, os manifestantes fizeram uma passeata na Avenida Paulista entoando gritos de apoio à Ucrânia e críticas ao ditador da Rússia Vladimir Putin. A chefe da Seção Política da União Europeia, Dorota Ostrowska-Cobas, e os cônsules da Polônia, Lituânia, Itália, Suécia, Áustria, Alemanha, Holanda, Irlanda, Bélgica, Portugal, República Tcheca, Finlândia e Ucrânia acompanharam a marcha no início da tarde.
“Todos têm que saber que essa guerra não é apenas contra o nosso país, mas contra todo o mundo. Já são quatro anos de luta, quatro anos de dor e perdas, mas também quatro anos de coragem, de união e de resistência do povo ucraniano. A Ucrânia defende diariamente não apenas o seu território, ela proteje os princípios do direito internacional, a soberania dos Estados e o direito do povos de todo o mundo”, afirmou Oleg Vlasenko, encarregado de negócios e chefe da embaixada ucraniana em Brasília.
Manifestantes contrários à ditadura do Irã também se juntaram aos manifestantes. Eles eram um grupo formado por iranianos refugiados ou que imigraram para o Brasil.
“Os ucranianos estão defendendo a sua terra e também estão se defendendo contra o imperialismo russo. E imperialismo de qualquer lugar é muito perigoso e muito nocivo. O Brasil pode não ter essa ideia de o que é o império russo, mas a gente sabe o que é imperialismo, o que é colonização”, disse Volha Franco, uma das manifestantes em São Paulo.
Também houve manifestações e missas em Curitiba e cidades no interior do Paraná, onde igrejas ucranianas celebraram os falecidos em ritos chamados panaheda. A cerimônia também ocorreu na Praça da Ucrânia, em Curitiba, onde foram entoados os hinos do Brasil e da Ucrânia.
Estavam presentes em Curitiba membros da Representação Central Ucraniano-Brasileira, o cônsul da Polônia, Wojciech Baczynski, e o de Portugal, André Bandeira, além do vereador Rodrigo Marcial (Novo).
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Fonte: Gazeta do Povo








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