A novela do tarifaço de Donald Trump teve novos capítulos nos últimos dias. Na sexta-feira (20), a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que a medida é ilegal, porque não houve consulta ao Congresso, e derrubou a maior parte dela; na sequência, o presidente anunciou uma nova sobretaxa global de 10% —ampliada para 15% no sábado (21)—, atacando os juízes do tribunal.
O julgamento de sexta-feira não derrubou de uma vez todas as tarifas impostas por Trump no ano passado. Seguem em vigor, independentemente também do novo decreto, as taxas sobre produtos como aço, alumínio, madeira e móveis.
Além de desencadear uma disputa envolvendo Executivo e Judiciário, o caso joga luz sobre os efeitos do tarifaço. Apesar de Trump alardear benefícios, o PIB dos EUA desacelerou, o déficit comercial de bens em 2025 foi o maior da história e fábricas viram redução nos postos de trabalho. A arrecadação com taxas de importação, por outro lado, bateu recorde.
O Café da Manhã desta segunda-feira (23) discute o futuro do tarifaço. O advogado Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior, explica os impactos da decisão da Suprema Corte e analisa como ela mexe com a estratégia de Donald Trump.
O programa de áudio é publicado no Spotify, serviço de streaming parceiro da Folha na iniciativa e que é especializado em música, podcast e vídeo. É possível ouvir o episódio clicando acima. Para acessar no aplicativo, basta se cadastrar gratuitamente.
O Café da Manhã é publicado de segunda a sexta-feira, sempre no começo do dia. O episódio é apresentado pelos jornalistas Gabriela Mayer e Gustavo Simon, com produção de Gustavo Luiz e Laura Lewer. A edição de som é de Lucas Monteiro e Thomé Granemann.
Autor: Folha




















