A passagem do ciclone extratropical pela região Sul do país provocou um vendaval entre quarta (10) e quinta-feira (11) na cidade de São Paulo, derrubando árvores e deixando um caos com a queda da energia elétrica em mais de 2,2 milhões de residências.
E o grande responsável por esse cenário foi o vento, que soprou com rajadas frequentes e fortes em todas as regiões.
Segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas) da Prefeitura de São Paulo, a rajada mais forte foi de 98,1 km/h, registrada às 12h40 de quarta-feira na estação meteorológica Lapa-Leopoldina.
Essa marca, no entanto, não é a maior do ano, título que cabe a uma ventania do dia 22 de setembro, quando foi registrado na mesma estação 100,8 km/h às 14h10.
Este, por sinal, é o recorde registrado nas 33 estações meteorológicas do CGE desde 2006, juntamente com o dia 24 de janeiro de 2018, no mesmo local.
Os 98,1 km/h de quarta-feira também se igualam à mesma marca do dia 18 de outubro de 2016, na estação Santana/Carandiru.
Confira abaixo as dez rajadas de vento mais rápidas já registradas pelo CGE.
Os últimos apagões na Grande São Paulo
3.nov.23: Diversas regiões de São Paulo registraram um rastro de destruição durante aquela tarde devido a um temporal acompanhado de rajadas de vento acima de 100 km/h e granizo. Ao menos três mortes foram confirmadas pela Defesa Civil e pelos Bombeiros. Mais de 110 horas após o temporal, cerca de 11 mil imóveis continuavam, às 10h de quarta (8), sem energia elétrica na região metropolitana da capital, provocando protestos de moradores.
18.mar.24: Um apagão causou interrupções no fornecimento de energia, chegando a afetar o abastecimento de água. Segundo a Enel, uma ocorrência na rede subterrânea que atende o bairro de Higienópolis provocou interrupção por volta das 10h30. No início da manhã desta terça-feira (19) ainda havia relatos de falta de luz.
11.out.24: A cidade sofreu um grande apagão após um forte temporal, afetando mais de 2 milhões de residências. Algumas áreas levaram mais de uma semana para ter o serviço totalmente restabelecido. A Controladoria-Geral da União (CGU) concluiu mais tarde que a Enel falhou em seus planos de contingência durante este e outros eventos de 2024.
21.dez.24: Outro evento de grande escala ocorreu entre sexta (20) e sábado (21), derrubando dezenas de árvores, alagando vias e provocando transbordamentos de córregos. Na região metropolitana da capital, aproximadamente 666 mil clientes Enel chegaram a ficar sem luz. Segundo a empresa, 70% das ocorrências foram causadas pelo contato dos fios com a vegetação. Até as 20h do sábado, quase 88 mil residências continuavam sem energia.
10.dez.25: No caso atual, os ventos de quase 100 km/h deixaram mais de 2,2 milhões de imóveis sem energia na Grande São Paulo, com cerca de 1,3 milhão ainda no escuro mais de 24 horas depois.





