O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse nesta sexta-feira (12) ter recebido “com pesar” a decisão do governo dos Estados Unidos de retirar o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), da lista de sancionados com base na Lei Magnitsky.
Em publicação em seu perfil no X, o congressista, que vive nos Estados Unidos desde fevereiro e foi um dos principais defensores de punições contra Moraes, afirmou que a sociedade brasileira perdeu uma “janela de oportunidade” e não conseguiu construir a “unidade política necessária para enfrentar seus próprios problemas estruturais”.
“Esperamos sinceramente que a decisão do presidente Donald Trump seja bem-sucedida em defender os interesses estratégicos dos americanos, como é seu dever. Quanto a nós, continuaremos trabalhando, de maneira firme e resoluta, para encontrar um caminho que permita a libertação do nosso país, no tempo que for necessário e apesar das circunstâncias adversas”, escreveu Eduardo.
“Que Deus abençoe a América, e que tenha misericórdia do povo brasileiro”, completou.
A nota é assinada também pelo jornalista bolsonarista Paulo Figueiredo, que foi denunciado pela PGR (Procuradoria Geral da República) no âmbito da trama golpista e junto com Eduardo em outro inquérito, sob acusação de articular ações para intervir nos processos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Recebemos com pesar a notícia da mais recente decisão anunciada pelo governo americano. Somos gratos pelo apoio que o presidente Trump demonstrou ao longo dessa trajetória e pela atenção que dedicou à grave crise de liberdades que assola o Brasil”, diz o comunicado.
Eduardo Bolsonaro também afirmou que “a falta de coesão interna e o insuficiente apoio às iniciativas conduzidas no exterior contribuíram para o agravamento da situação atual”.
A declaração ocorre em um momento em que a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados analisa a perda de mandato do deputado por excesso de faltas. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou na terça (9) que a decisão será pela cassação.
A partir da manifestação da Mesa, Eduardo terá o prazo de cinco sessões para apresentar sua defesa, e a cúpula da Câmara dará a palavra final.
ENTENDA
Moraes havia sido sancionado pela administração Trump em 30 de julho. Além dele, o governo americano tirou da lista de punições da Ofac (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, em português), do Departamento do Tesouro, a esposa do magistrado, Viviane Barci.
A decisão se dá após aproximação do governo Trump com a administração do presidente Lula (PT). Segundo nota do Planalto, o petista pediu o fim das sanções contra o STF ao republicano em conversa por telefone em 6 de outubro.
Em 14 de novembro, os Estados Unidos também eliminaram as tarifas de 10% sobre determinados produtos brasileiros, como carne bovina e café. A sobretaxa de 40% segue em vigor.





