A Defesa Civil de Minas Gerais fez na noite desta quarta-feira (25) um apelo para os moradores da zona da mata não voltarem às áreas de risco.
“A previsão é de mais chuvas intensas na zona da mata“, disse o coronel Paulo Rezende, chefe da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil.
Voltou a chover forte na região e há risco de novos temporais. As instabilidades que cobrem grande parte do Brasil mantêm condições para temporais em praticamente toda a região Sudeste, principalmente na faixa que compreende a zona da mata de Minas Gerais, todo o litoral e leste paulistas e os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.
“Por isso mais uma vez: não retorne para as áreas de risco”, repetiu o coronel.
Segundo ele, mais casas desabaram em Juiz de Fora, mas elas já haviam sido esvaziadas, com os moradores sendo levados para locais seguros.
Também nesta quarta, a Guarda Municipal da cidade atuou no reforço para retirada de moradores do bairro Três Moinhos, área que já havia sido interditada pela Defesa Civil.
Há risco de mais deslizamentos de encostas na região. Equipes do Corpo de Bombeiros também foram ao local.
“Reforçamos: ninguém pode permanecer em área de risco interditada”, diz texto da prefeitura divulgado nas redes sociais.
Durante a tarde, a Defesa Civil emitiu dois alertas severos para risco de deslizamentos de terra na cidade.
“Se você está notando rachaduras e trincas aumentando, movimentações de terra, barulhos e estrondos, abalos na estrutura da rua ou da sua casa, não espere e evacue imediatamente!”, disse a Defesa Civil, nas redes sociais.
Segundo o pluviômetro do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), choveu 113 mm em Juiz de Fora nesta quarta. O volume total de chuva em fevereiro é de 733 mm, o que significa 4,3 vezes a média esperada para o mês.
De acordo com a prefeitura, dez caminhões do Exército vão chegar à cidade nesta quinta-feira (26), com 100 militares. Eles vão atuar em ações de mitigação dos problemas causados pela chuva.
O número de mortos nas cidades atingidas pelos temporais na zona da mata chegou a 47, segundo o Corpo de Bombeiros.
Em Juiz de Fora são 41 mortes confirmadas, e 18 pessoas seguem desaparecidas. Em Ubá, foram registradas seis mortes e há dois desaparecidos. A corporação continua as buscas e atua em oito frentes de trabalho.
As prefeituras de Ubá e Juiz de Fora anunciaram os meios oficiais de doação para apoiar as ações de atendimento à população atingida pelas chuvas na região.
Autor: Folha








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