O projeto que reduz as penas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros condenados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por envolvimento em atos golpistas foi aprovado nesta quarta-feira (17) no Senado com apoio de partidos do centrão, incluindo aqueles com indicados atuando no primeiro escalão do governo Lula (PT).
Partido do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o União Brasil, por exemplo, aderiu com toda a bancada ao projeto. Nesta quarta, o partido indicou um sucessor de Celso Sabino para comandar o Ministério do Turismo. Sabino foi expulso da legenda justamente por decidir permanecer no governo Lula meses atrás.
Foram 48 votos a favor da redução de penas e 25 contra, além de uma abstenção (Angelo Coronel, do PSD-BA) e cinco ausências (Eduardo Braga, do MDB-AM, Eliziane Gama, do PSD-MA, Luís Carlos Heinze, do PP-RS, Omar Aziz, do PSD-AM e Weverton, do PDT-AM).
O resultado é uma vitória do grupo político bolsonarista e uma derrota da administração petista. Texto segue agora para a sanção presidencial. Aliados falam que Lula deve vetá-lo.
A redução de penas é discutida no Congresso Nacional há meses, mas só andou depois de os apoiadores de Bolsonaro aceitarem votá-la no lugar de uma anistia total.





