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Planejando fazer uma “road trip” até Porto Seguro, no sul da Bahia? Temos uma péssima notícia! A cidade vai implementar uma taxa de acesso para veículos de turistas a partir de 1º de janeiro de 2026. A medida foi oficializada pela prefeitura e tem como objetivo controlar o fluxo de visitantes, reduzir impactos ambientais e melhorar a mobilidade urbana.
A cobrança será feita por meio de um sistema eletrônico, com valores que variam conforme o tipo de veículo e o tempo de permanência –de R$ 3 a R$ 90 por dia.
Segundo o decreto municipal, a taxa será aplicada a carros, motos, vans, ônibus e motorhomes que não sejam registrados na cidade. Moradores, veículos de serviços essenciais e transportes públicos estarão isentos. O sistema será operado pela empresa Eco Porto Seguro, responsável pela instalação de câmeras de monitoramento e pela gestão da cobrança. A fiscalização será feita por meio da leitura de placas, sem necessidade de abordagem presencial.
Valores e funcionamento do sistema
Os valores da Taxa de Preservação Ambiental (TPA) que será cobrada em Porto Seguro a partir de janeiro de 2026 já foram definidos pela prefeitura. Eles variam conforme o tipo de veículo e serão cobrados por dia de permanência:
🏍️ Motocicletas: R$ 3,00 por dia
🚗 Carros de passeio: R$ 9,90 por dia
🚙 Utilitários e caminhonetes: R$ 12,90 por dia
🚐 Vans de excursão: R$ 30,00 por dia
🚌 Micro-ônibus, caminhões e motorhomes: R$ 45,00 por dia
🚌 Ônibus: R$ 70,00 por dia
🚛 Carretas e cegonhas: R$ 90,00 por dia
O pagamento poderá ser feito online, por aplicativo ou em pontos físicos de atendimento. O não pagamento dentro do prazo previsto poderá gerar multa e restrições administrativas.
A cobrança será válida para todas as regiões do município, incluindo os distritos de Arraial d’Ajuda, Trancoso e Caraíva, que recebem grande fluxo de turistas durante o verão e feriados prolongados. A expectativa é que a medida contribua para a preservação ambiental, especialmente em áreas de proteção permanente e zonas costeiras, além de reduzir o congestionamento em períodos de alta temporada.
Repercussão entre moradores e setor turístico
A decisão gerou reações diversas entre moradores e representantes do setor turístico. Enquanto parte da população vê a medida como necessária para conter o excesso de veículos e preservar o patrimônio natural e histórico da cidade, empresários do turismo demonstraram preocupação com o impacto sobre a chegada de visitantes. A prefeitura afirma que a taxa não tem caráter arrecadatório, mas sim regulatório, e que os recursos serão destinados a ações de infraestrutura, mobilidade e sustentabilidade.
Porto Seguro é um dos destinos mais visitados do Brasil, com média anual de mais de 2 milhões de turistas. A cidade é conhecida por sua importância histórica —foi ali que os portugueses desembarcaram em 1500— e pelas praias que atraem visitantes de todas as regiões do país.
A implementação da taxa segue tendência de outros destinos turísticos que adotaram medidas semelhantes, como Ubatuba (SP), Fernando de Noronha (PE), Bombinhas (SC) e Ilha Grande (RJ).
Planejamento e próximos passos
A prefeitura informou que o sistema será testado em fase piloto a partir de outubro de 2025, com campanhas educativas e simulações. Durante esse período, não haverá cobrança, mas os visitantes serão orientados sobre o funcionamento da taxa.
A medida faz parte do Plano de Mobilidade Urbana e Sustentabilidade de Porto Seguro, que inclui ações como ampliação de ciclovias, requalificação de vias e incentivo ao transporte coletivo.
A expectativa é que, com a nova taxa, o município consiga equilibrar o crescimento turístico com a preservação ambiental e a qualidade de vida dos moradores.





