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Mahmoud Ahmadinejad morre em ataque dos EUA e Israel ao Irã

O ex-presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad morreu em um ataque atribuído a Israel e aos Estados Unidos neste sábado (28), segundo a Iranian Labor News Agency (ILNA). De acordo com a agência, bombardeios atingiram a residência de Ahmadinejad no bairro de Narmak, no nordeste de Teerã.

A ofensiva matou o ex-mandatário e integrantes de sua equipe de segurança.
Ahmadinejad cumpria prisão domiciliar por “incitar violência” e criticar a “má gestão” do governo do presidente Hassan Rouhani. Segundo a ILNA, os mísseis tiveram como alvo exclusivo o imóvel onde ele estava.

Ahmadinejad governou o Irã entre 2005 e 2013. Ele foi o sexto presidente da República Islâmica. Antes, atuou como governador da província de Ardabil e prefeito de Teerã. Durante os dois mandatos, defendeu publicamente o programa nuclear iraniano.

Ele adotou discurso de confronto com países ocidentais. Ganhou projeção internacional por declarações contra Israel e por negar o Holocausto, o que ampliou o isolamento diplomático do país. Em 2005, durante a conferência “Um Mundo Sem Sionismo”, citou o aiatolá Ruhollah Khomeini ao afirmar que Israel “deve ser apagado do mapa”. A fala provocou reações internacionais imediatas.

Visita de Mahmoud Ahmadinejad a Lula foi cercada de polêmica

Após deixar a Presidência, Ahmadinejad integrou o Conselho de Discernimento. Nos últimos anos, perdeu influência política, mas manteve presença no debate público.

Em novembro de 2009, Ahmadinejad esteve no Brasil para uma visita oficial ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A passagem provocou protestos no Rio de Janeiro e em Brasília, organizados por entidades da comunidade judaica, grupos religiosos e organizações de defesa dos direitos humanos.

Os críticos questionaram as honras de chefe de Estado concedidas a um líder que defendia o fim do Estado de Israel, negava o Holocausto e resistia às pressões internacionais para suspender o programa iraniano de enriquecimento de urânio e desenvolvimento nuclear.

Em 2016, o líder supremo Ali Khamenei orientou Ahmadinejad a não disputar novas eleições. A morte ocorre em meio à escalada militar entre Irã, Estados Unidos e Israel, com ataques aéreos, lançamentos de mísseis e aumento do alerta diplomático na região.

Autor: Gazeta do Povo

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