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7 frases perturbadoras que revelam o “lado B” do feminismo

É aquela velha história: a mulher pode ser o que quiser, desde que ela queira ser o que o feminismo acha que ela deve ser.

Imagine um mundo em que as mulheres sejam respeitadas, valorizadas e protegidas, e homens não as assediem ou constranjam pelas ruas. Sem violência doméstica e com equilíbrio nas tarefas de casa.

Apesar de não ser um mundo necessariamente feminista, já que valores como esses são anteriores ao próprio feminismo e já estavam presentes em diversas tradições culturais e religiosas, esse é o “lado A” do movimento. É o “argumento de venda”.

Agora imagine uma mulher que sonha com um mundo assim, mas também tem outros sonhos, como casar, construir uma família, tratar bem marido e filhos e expressar sua fé, sem nenhum interesse em se envolver com militância política. Em pouco tempo ela vai perceber que não é bem-vinda ao “clube”.

A verdade é que o feminismo funciona sob uma lógica sectária, em que um discurso muito radicalizado passa a legitimar absurdos que jamais seriam tolerados em circunstâncias normais. Quem não aceita os termos, claro, vira inimigo.

As controvérsias e o extremismo que formam o lado “B” do movimento vêm de longa data. Diversas ativistas influentes já manifestaram abertamente que não se trata apenas de um movimento civil, mas de um projeto radical de poder que não se sacia com a igualdade entre masculino e feminino.

Entenda o outro lado do feminismo em 7 frases:

1. “Nenhuma mulher deve ser autorizada a ficar em casa para criar seus filhos”

“A sociedade deve ser totalmente diferente. As mulheres não devem ter essa escolha, precisamente porque se houver, muitas mulheres farão essa escolha”

As frases são da filósofa francesa Simone de Beauvoir, presentes no livro O Segundo Sexo (1949).

A declaração, de uma das principais teóricas do feminismo, resume bem o cerne autoritário do movimento: as mulheres devem ser absolutamente livres, desde que sigam uma cartilha rígida de conduta.

2. “Casar parece uma situação de reféns, e ser mãe, uma maldição”

A declaração, bem mais recente, é da escritora feminista Sayaka Murata, em entrevista ao jornal britânico The Guardian no ano passado.

Em seus livros, ela costuma fazer uma série de provocações que mostram um pouco de como funciona a mente de alguém entregue ao ativismo doentio:

– O casamento não seria mais simples sem amor?
– A família é a única maneira de criar filhos?
– Qual o sentido do sexo quando se pode simplesmente recorrer à fertilização in vitro?

E por aí vai. Sobre o motivo da alegada “maldição” de ser mãe, ela justifica na entrevista: ter filhos prejudicaria sua carreira como escritora.

3. “A família tradicional deve ser destruída”

“A família tradicional deve ser destruída. Seja qual for seu significado, a ruptura das famílias é um processo objetivamente revolucionário”. A opinião é de Linda Gordon, uma influente historiadora norte-americana, em um texto publicado em 1969.

Na concepção de Linda, reproduzida em diversos textos, a família é um espaço de conflito. Fica a dúvida: como pode dar certo um casamento em que um dos lados tem uma visão como essa?

VEJA TAMBÉM:

  • Explosão de divórcios: a culpa é dos homens “inadequados para casar” ou do feminismo?
  • Novos dados sobre suicídio na adolescência trazem alerta. O que os pais podem fazer?

4. “O verdadeiro objetivo da revolução feminista deve ser a abolição da família biológica”

Essa “pérola”, dita por Shulamith Firestone no livro A Dialética do Sexo (1970), é apenas um de vários absurdos ditos pela autora, conhecida como uma das vozes mais radicais da chamada Segunda Onda do feminismo.

No livro em questão, ela faz uma reinterpretação da filosofia de Karl Marx, concluindo que a raiz de toda a opressão estaria na… biologia. Sim, na biologia. Em seus escritos, ela também chegou a classificar a maternidade como a “tirania da reprodução”.

5. “A família nuclear é o local onde a repressão psicológica das mulheres começa”

A frase é da escritora australiana Germaine Greer e está presente no livro A Mulher Eunuco (1970). A autora é uma das teóricas feministas que mais pregou o ódio entre homens e mulheres.

Para ela, o mundo masculino é alienante e destrutivo, portanto as mulheres não deveriam ser iguais aos homens, mas superiores. O feminino, para ela, não deve ser dócil, mas revolucionário.

Faz sentido que o feminismo, como a maioria dos movimentos políticos, sobreviva tendo o ódio como combustível. Sem a criação de um inimigo externo em comum, é muito mais difícil despertar e manter comprometimento e lealdade absoluta a um projeto de poder.

6. “O feminismo não é um movimento por direitos iguais, mas uma revolução que deve transformar completamente a sociedade”

Mais uma da Shulamith Firestone, que revela que igualdade nunca foi o propósito do feminismo, mas sim a reengenharia das relações sociais, tratando a família, a maternidade e a diferença entre os sexos como estruturas a serem desconstruídas e substituídas.

7. “Graças à luta feminista acabamos com a maternidade enquanto destino”

A declaração é de Esther Vivas, socióloga e jornalista catalã, ao jornal espanhol Público em 2020. Na entrevista, ela continua a frase: “Por isso é tão importante politizar a maternidade. Como diz o movimento feminista, ‘o pessoal é político’”, prossegue.

Ela também argumenta que “a esquerda não foi capaz de elaborar um discurso próprio sobre a maternidade”. Discordo. Na verdade, já elaborou há tempos, e esse compilado de frases apenas relembra qual é o discurso.

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  • Bode ou ovelha: o caráter que você escolhe e a família que constrói
  • Família grande virou coisa de extremista segundo um jornal famoso aí. Será isso mesmo?

Autor: Gazeta do Povo

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