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“Meu cachorro comeu o relatório. Veja as lições profissionais que tirei disso.” “Chega ao fim um ciclo muito importante da minha carreira…” “Feliz em anunciar que terminei o curso de Vida Profissional…”.
É mais ou menos isso que você pode encontrar dando uma volta pelo seu feed no LinkedIn. Há quem se divirta na rede social voltada para o mundo corporativo, mas há quem tenha preguiça da rede social —justamente pela repetição dos temas e formatos de publicação que se encontra por lá.
No entanto, jovem gafanhoto, a rede social e outras ferramentas online continuam sendo essenciais para te garantir visibilidade e conexões profissionais. Já ouviu sua avó dizendo que “quem não é visto, não é lembrado”?
Na edição de hoje, veja como fugir do óbvio nas publicações no LinkedIn e como usar a rede com mais fluidez.
Eu preciso mesmo usar o LinkedIn? Sim, aprendiz. Essa resposta é unânime entre os especialistas ouvidos pela newsletter. Executivos, recrutadores, pares, colegas… está todo mundo lá.
Por isso mesmo, é importante se manter ativo na rede: não somente como espectador da vida alheia, mas também como alguém que publica suas próprias ideias.
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“Hoje, o LinkedIn é uma rede de relacionamento e conexão com e para o mundo corporativo. Se pararmos para pensar, são quase 70 milhões de empresas só no Brasil e um bilhão de pessoas na rede. Ela é, sim, relevante para a construção de reputação”, explica Jaqueline Garutti, mentora de carreiras (e Top Voice no LinkedIn).
A Folha Carreiras sabe, contudo, que não é fácil fazer isso com fluidez —se você não é do tipo que costuma se gabar das conquistas, pelo menos.
Começando do começo. Não precisa postar todos os dias. Mas é interessante usar a rede para dar visibilidade para suas conquistas profissionais. Foi promovido? Poste. Recebeu algum prêmio interno? Hora de escrever. Fez uma apresentação legal? Já anote.
Se tem algo de bom no LinkedIn, é que lá não é lugar de exercer a falsa modéstia.
Criador de conteúdo. Outra forma de se destacar na manada de usuários da rede azul é criar publicações sobre assuntos sobre os quais você entende.
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Fugir de clichês é a chave, para Garutti. “Comece com uma ideia simples, de algo que aprendeu em uma experiência real, uma visão sobre o mercado que está entrando agora. Sem frase motivacional, sem ‘storytelling’ forçado ou fingir que é um CEO de 22 anos”, explica.
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Autenticidade é o que todos procuram no diálogo, e uma rede social não deixa de ser um grande diálogo. “Use a rede com intencionalidade, personalidade e senso crítico —no fim da história, quem não constrói a própria narrativa fica para trás”, detalha.
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“Estar na rede não quer dizer virar criador de conteúdo, mas sim ter um perfil minimamente estruturado, mostrar interesses, se conectar e publicar quando tiver algo relevante para dizer. Não deixe que a opinião vire commodity. É mais sobre presença do que performance.”
Vamos aos exemplos… imagine que você é um jovem arquiteto e percebe que cada vez mais clientes estão pedindo fechaduras eletrônicas nas portas dos projetos. Vale lembrar que não há arquitetos na equipe da Folha Carreiras —é apenas um exemplo.
Isso fez com que você se perguntasse: é uma preocupação com a segurança da casa? Uma busca por praticidade, já que esse tipo de porta não precisa de chaves? Ou é uma questão de gosto e estética? Por que não… levar o questionamento para outros profissionais da área?
↳ “Um cliente me pediu uma fechadura eletrônica na porta. Saiba o que aprendi sobre segurança nos projetos com isso. Eu enxergo uma tendência de mercado importante nessa afirmação.” → Vamos com calma. Além de começar com um clichê batido, aqui você está se colocando em uma posição de autoridade no assunto, sem margem para discussão.
↳ “Percebi que muitos clientes estão me pedindo para incluir fechaduras eletrônicas nos projetos. Me perguntei de onde vem esse desejo e cheguei a algumas possibilidades (…) O que vocês acham?” → Bem melhor. Estamos abrindo uma discussão ao mesmo tempo que apontamos senso crítico e suscitamos uma conversa. Manda ver!
Mais fru-fru. Beatriz Lopomo, estrategista de conteúdo da agência Press Pass, dá dicas sobre como incrementar a sua presença na rede social.
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Imagens são uma boa forma de destacar seu post no feed no LinkedIn. Aposte nelas.
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Ler um texto prolixo é um saco. Seja direto e claro.
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Não invente a roda: um post básico, levantando um ponto ou mostrando uma conquista, é o suficiente para chamar a atenção de quem precisa vê-lo.
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Se estiver falando com ou de alguém, vale marcar o perfil da pessoa —ajuda a publicação a circular mais.
Te vejo no feed!
De olho no mercado
Veja o que acontece no mundo corporativo
A adoção de sistemas autônomos de inteligência artificial —os chamados “agentic AI”— avança em ritmo acelerado nas empresas e já começa a redesenhar a forma como decisões são tomadas. É o que mostra o estudo “The Emerging Agentic Enterprise”, conduzido pela MIT Sloan Management Review em parceria com o Boston Consulting Group.
Segundo a pesquisa, 79% das organizações com uso avançado da tecnologia empregam agentes de IA para apoiar decisões humanas, e não apenas para automatizar tarefas.
Os números ajudam a explicar o entusiasmo: 35% das empresas já utilizam sistemas agênticos, enquanto 44% planejam implementar em breve —um ritmo mais rápido do que o observado em ondas anteriores de inovação, como a IA tradicional e a IA generativa. Entre as companhias mais maduras nesse uso, 73% afirmam que a tecnologia amplia a capacidade de diferenciação competitiva, ao permitir decisões mais ágeis, aprendizado contínuo e maior adaptação a mudanças no ambiente de negócios.
Apesar da evolução, o modelo dominante ainda é híbrido. Na prática, os agentes analisam dados, simulam cenários e sugerem caminhos, enquanto a decisão final segue nas mãos de pessoas. A expectativa é que o grau de autonomia cresça nos próximos anos, mas com cautela.
Autor: Folha








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