Um eclipse lunar total tingiu a Lua de vermelho nas primeiras horas desta terça-feira (3), no fenômeno conhecido como “Lua de Sangue”. O evento começou às 5h44 (horário de Brasília) e pôde ser acompanhado em diferentes partes do mundo, especialmente na Ásia, Austrália, Ilhas do Pacífico e nas Américas, embora a fase total não tenha sido visível do Brasil.
O fenômeno ocorre quando a Terra se posiciona diretamente entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite natural. O observatório de Los Angeles, Observatório Griffith, transmitiu ao vivo, em seu canal do Youtube, as imagens do eclipse, acompanhe na transmissão:
Cronograma do eclipse (horário de Brasília)
- 5h44 – início do eclipse penumbral
- 6h50 – início do eclipse parcial
- 8h04 às 9h02 – fase total (não visível no Brasil)
- 8h34 – pico da totalidade, com coloração vermelha mais intensa
- 11h23 – fim do evento
Durante a fase total, a Lua fica completamente imersa na sombra da Terra. Segundo o astrofísico Dr. C. Alex Young, do Centro de Voos Espaciais Goddard, da NASA, não é necessário um telescópio sofisticado para observar o fenômeno: basta olhar para o céu, desde que as condições meteorológicas permitam. Binóculos ou pequenos telescópios, no entanto, ajudam a destacar detalhes da superfície lunar.
Este foi o último de três eclipses lunares totais consecutivos, após eventos registrados em março e setembro de 2025. O próximo eclipse lunar total só deve ocorrer em 31 de dezembro de 2028.
Lua de Sangue
Esse evento, frequentemente chamado de lua de sangue, ocorre quando a Terra se interpõe diretamente entre o Sol e a Lua, projetando uma sombra na superfície do satélite e fazendo com que ela pareça carmesim, de acordo com a Nasa.
De acordo com a agência espacial, a tonalidade vermelho-alaranjada intensa é resultado da filtragem da luz solar pela atmosfera terrestre, que dispersa comprimentos de onda mais curtos e permite que tons avermelhados alcancem a superfície lunar.
Embora seja popularmente chamada de “Lua de Sangue” durante eclipses totais, a lua cheia de março também é conhecida por outros nomes tradicionais.
De acordo com o Almanaque dos Fazendeiros, ela pode ser chamada de “Lua das Minhocas”, em referência ao degelo que marca o início da primavera no Hemisfério Norte. Povos indígenas norte-americanos também a denominam “Lua da Crosta de Neve” ou “Lua dos Olhos Doloridos”, alusões às condições típicas do fim do inverno.
O calendário astronômico segue movimentado. O próximo grande evento será um eclipse solar total em 12 de agosto, visível na Groenlândia, Islândia, Espanha, Rússia e parte de Portugal. Já em 2027, estão previstos um eclipse solar anular em 6 de fevereiro, quando ocorre o chamado “anel de fogo”, e um eclipse solar total em 2 de agosto, que terá mais de seis minutos de totalidade sendo apelidado por especialistas de “eclipse do século”.
Autor: CNN Brasil




















