A Comissão Europeia permitirá que mais indústrias de uso intensivo de energia recebam compensações para compensar os custos de cumprimento das regras de emissões da UE, informou o órgão nesta terça-feira (23), em uma tentativa de evitar que empresas transfiram suas operações para fora do bloco.
Sob pressão de setores industriais e de alguns Estados-membros, a União Europeia vem, de forma mais ampla, flexibilizando o peso da legislação voltada ao combate às mudanças climáticas, com o objetivo de garantir a competitividade das empresas europeias.
As mudanças anunciadas nesta terça afrouxam as regras sobre a chamada ajuda estatal, que autoriza os países do bloco a compensar indústrias pelo aumento das contas de energia devido ao custo adicional da geração de eletricidade associado aos preços do carbono.
Segundo a Comissão, as novas diretrizes devem evitar o chamado “vazamento de carbono”, fenômeno que ocorre quando empresas deslocam a produção para países fora da UE com restrições ambientais mais brandas ou quando produtos europeus são substituídos por importações mais intensivas em emissões.
A lista de setores elegíveis para a compensação no âmbito do sistema europeu de comércio de emissões foi ampliada para incluir 20 novos segmentos, entre eles a fabricação de produtos químicos orgânicos e determinadas atividades nos setores de cerâmica, vidro e baterias.
A Comissão afirmou que a ampliação foi necessária porque os custos das emissões aumentaram significativamente nos últimos anos, colocando mais setores em risco de deixar o bloco do que no passado.





