Rússia e China criticaram duramente, perante o Conselho de Segurança da ONU, nesta terça-feira (23), a pressão militar e econômica que os Estados Unidos exercem sobre a Venezuela, que classificaram de intimidação e “comportamento de cowboy”.
O embaixador de Washington na ONU, Mike Waltz, respondeu, durante a reunião de urgência solicitada pela Venezuela e apoiada por Rússia e China, que os EUA “farão tudo o que estiver em seu poder para proteger o hemisfério, as fronteiras e o povo americano”.
Nesta segunda-feira (22), Trump tornou a ameaçar a ditadura de Nicolás Maduro em meio à operação americana que impõe um bloqueio naval contra o país. Já o regime venezuelano acusa os EUA de usar a manobra numa tentativa de derrubar Maduro.
Questionado por jornalistas sobre este tema durante evento em Mar-a-Lago, residência de Trump na Flórida, o presidente disse que a resposta americana depende do ditador. “Isso depende dele, do que ele queira fazer. […] Se ele se mostrar duro, será a última vez que poderá fazê-lo”, afirmou, em tom de ameaça.
O ditador Nicolás Maduro respondeu pouco tempo depois dizendo que Trump “estaria melhor” se “focasse os problemas” dos Estados Unidos e não se concentrasse tanto na Venezuela.
“Penso que o presidente Trump poderia fazer melhor em seu país e no mundo”, afirmou Maduro em transmissão feita pela TV estatal, na qual lembrou a “conversa cordial” por telefone que teve com o americano em 21 de novembro.
“Não é possível que 70% de seus discursos e declarações sejam [sobre] a Venezuela. Mas e os Estados Unidos?”, completou Maduro.
O Exército dos Estados Unidos afirmou nesta segunda que matou um suposto narcotraficante que estava a bordo de uma embarcação que navegava pelo que descreveu como rotas conhecidas de tráfico de drogas no oceano Pacífico.




