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Criação de empregos no Brasil despenca 27% em janeiro com 112 mil novas vagas

A criação de empregos no Brasil despencou 27% em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano passado de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (3) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Foram abertas 112,3 mil novas vagas formais, sendo o pior mês de janeiro desde 2023.

De acordo com o governo federal, foram registradas 2,2 milhões de contratações contra 2,09 milhões de demissões no primeiro mês do ano. Apesar do saldo positivo, o desempenho representa recuo de 27,2% em relação a janeiro do ano passado, quando cerca de 154,4 mil empregos com carteira assinada foram criados.

Na comparação histórica recente, o resultado de janeiro de 2026 fica abaixo do mesmo mês de 2024, que teve 173,1 mil vagas abertas, e também inferior a 2022, com 167,4 mil. Em 2023, foram 90,09 mil vagas, enquanto 2021 registrou 254,5 mil empregos criados e 2020 fechou janeiro com 112,1 mil vagas encerradas.

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Apesar do resultado, o ministro Luiz Marinho afirmou que o país pode igualar ou até superar em 2026 o desempenho de 2025, quando foram abertas 1,27 milhão de vagas. Segundo ele, isso dependerá da redução da taxa básica de juros, atualmente em 15% ao ano, conforme sinalização do Banco Central.

“A não ser que azede o cenário internacional, e o Banco Central segure ou suba os juros. Acredito que o juro vai baixar, permitindo o crescimento da economia”, disse em uma entrevista coletiva.

Mesmo com a queda expressiva na geração de empregos formais, o estoque total de trabalhadores com carteira assinada chegou a 48,57 milhões ao fim de janeiro de 2026. O número é superior ao registrado em dezembro do ano passado, quando havia 48,46 milhões de vínculos, e também maior do que em janeiro de 2025, com 47,35 milhões.

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que quatro dos cinco grandes setores da economia tiveram saldo positivo em janeiro. A Indústria liderou a geração de vagas, com 54.991 postos, seguida por Construção (50.545), Serviços (40.525) e Agropecuária (23.073), enquanto o Comércio registrou queda de 56.800 empregos, reflexo da sazonalidade após as festas de fim de ano.

Regionalmente, 18 das 27 unidades da federação apresentaram saldo positivo na geração de empregos, com os maiores avanços em Santa Catarina (+19.000), Mato Grosso (+18.731) e Rio Grande do Sul (+18.421), com destaque percentual para Mato Grosso, que cresceu 1,9%.

O salário médio real de admissão em janeiro foi de R$ 2.389,78, alta de 3,3% em relação a dezembro e de 1,77% na comparação anual, já descontados os efeitos sazonais. Entre os empregos criados, 58% são considerados típicos e 42% não típicos, sendo que os trabalhadores típicos receberam, em média, R$ 2.428,67, enquanto os não típicos tiveram remuneração média de R$ 2.136,37, valor 10,6% inferior à média geral.

Autor: Gazeta do Povo

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