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Nikolas ironiza denúncia sobre uso de jato ligado a Vorcaro

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ironizou nesta terça-feira (3) uma “denúncia” de uso de um jato que pertenceria a uma empresa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Para o parlamentar, se ele precisava evitar, em 2022, o uso de uma aeronave cujo banqueiro era um dos donos, ele também precisaria perguntar em cada Uber que usa se o motorista teria planos de praticar um crime no futuro antes de embarcar.

A coluna da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, que vem noticiando furos de reportagem ligados ao escândalo financeiro do Master, informou nesta terça que o deputado usou na campanha de 2022 um Embraer 505 Phenom 300 para percorrer o país em campanha para pedir votos ao hoje ex-presidente Jair Bolsonaro junto a um pastor da Igreja Lagoinha. A aeronave pertencia a uma empresa chamada Prime You, que tinha Vorcaro como um dos sócios.

“A narrativa de agora é de que eu sou o responsável por um ato futuro de alguém, caramba como que eu vou prever isso? A partir de agora vou entrar em um Uber e perguntar, cara, você vai cometer um crime?”

No vídeo, veiculado em suas redes sociais, o deputado também lembrou das relações próximas do governo Lula, que recebeu diversas vezes Vorcaro, e entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Dias Toffoli, que viajou no jatinho ao lado do advogado do banqueiro dias antes de decretar sigilo do caso. Além disso, citou o caso de Alexandre de Moraes, cuja empresa da mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, manteve contrato de R$ 129 milhões para atuar para o banco.

Além do vídeo, a assessoria do parlamentar também veiculou uma nota, em que afirma que, na época, não havia qualquer informação pública que indicasse irregularidades ou justificasse questionamentos sobre o uso da aeronave.

Veja a íntegra do posicionamento:  

“Esclareço que o voo em questão ocorreu há 4 anos atrás, durante o segundo turno da campanha eleitoral, quando fui convidado para participar de um evento político “Juventude pelo Brasil” e foi disponibilizada uma aeronave para o deslocamento.

À época, não tinha conhecimento sobre quem era o proprietário do avião. Minha presença no voo se deu exclusivamente em razão do convite para a agenda de campanha, sem qualquer vínculo pessoal, comercial ou institucional com o dono da aeronave, que posteriormente se soube tratar-se de Daniel Vorcaro.

Ressalto ainda que, em 2022, o nome citado não era de conhecimento público nem havia qualquer informação que levantasse qualquer tipo de alerta. Mesmo que houvesse a tentativa de identificar o proprietário da aeronave naquele momento, não existia qualquer elemento que indicasse situação irregular ou que justificasse questionamento.”

Fonte: Gazeta do Povo

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