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Senadores dos EUA temem guerra sem fim após reunião confidencial sobre Irã

Os senadores saíram de uma reunião a portas fechadas com representantes da Casa Branca sobre o Irã com expectativas muito diferentes sobre a duração do conflito.

O senador republicano Tommy Tuberville, do Alabama, disse que o governo, incluindo o secretário de Estado Marco Rubio, apresentou um cronograma para que o envolvimento dos EUA no conflito fosse concluído em três a cinco semanas — ecoando alguns dos próprios comentários públicos do presidente.

Mas vários outros senadores, incluindo o senador republicano Josh Hawley, do Missouri, disseram acreditar que a Casa Branca não comunicou uma possível data de término.

“Pareceu-me muito vago”, disse Hawley, um comentário que revelou uma certa hesitação por parte do senador anti-intervencionista. Ele afirmou que provavelmente não apoiaria o envio de tropas terrestres e que acompanharia de perto o que chamou de operação “em rápida transformação”.

“Os militares realizaram muito. Então, considerando os sucessos que obtiveram e a quantidade de conquistas que alcançaram, espero uma conclusão rápida”, disse Hawley.

Diversos democratas ficaram furiosos com o que consideraram a recusa da Casa Branca em apresentar um cronograma para o conflito.

“Acho que agora estou ainda mais convencido de que isso vai ser algo sem prazo definido e para sempre”, disse o senador Chris Murphy, visivelmente emocionado, aos repórteres.

O senador Tim Kaine resumiu a situação de outra forma. Questionado sobre quanto tempo levaria para a operação terminar, ele disse: “Não será rápido”.

“Vários objetivos diferentes foram discutidos, mas em termos de um objetivo claro, acho que ainda está tudo muito nebuloso”, disse Kaine.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.

Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”.

Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. As agressões entre as partes seguem neste domingo.

Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.

Autor: CNN Brasil

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