
A Polícia Federal prendeu preventivamente o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, nesta quarta-feira (4), na terceira fase da Operação Compliance Zero. A ação investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras, corrupção e até uma estrutura de intimidação contra autoridades.
O que é a Operação Compliance Zero?
É uma investigação da Polícia Federal iniciada no final de 2025 para desarticular crimes estruturais no Banco Master. O nome faz referência à ‘integridade zero’ da instituição, suspeita de não possuir mecanismos reais de controle. O foco são balanços maquiados com ativos falsos, que eram vendidos a outros bancos para esconder prejuízos e enganar o mercado financeiro.
Quais são os principais crimes atribuídos a Daniel Vorcaro?
Vorcaro é apontado como líder de uma organização dividida em núcleos. Ele teria comandado fraudes contábeis bilionárias e lavagem de dinheiro. Além disso, existia o ‘núcleo de intimidação’, que funcionava como uma milícia privada para monitorar e perseguir ilegalmente jornalistas, críticos e autoridades que pudessem atrapalhar os negócios do grupo.
Por que a operação está sendo chamada de resposta política?
Houve uma coincidência marcante: Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, foram presos no mesmo dia em que deveriam depor na CPI do Crime Organizado. Como eles tinham conseguido um salvo-conduto do STF para não comparecer à comissão, a ação da Polícia Federal foi interpretada por analistas como um recado institucional e uma resposta do Judiciário à pressão do Congresso.
Existem autoridades envolvidas nas investigações?
Embora o caso tramite no STF devido à menção inicial de um deputado, nenhuma autoridade com foro privilegiado foi alvo direto nesta fase. A CPI chegou a aprovar convites para esclarecimentos de nomes ligados a ministros do STF devido a relações contratuais familiares com o banco, mas a atual etapa da operação focou exclusivamente no núcleo empresarial e seus operadores.
O que pode acontecer a partir de agora com o banqueiro preso?
Especialistas acreditam que a pressão para uma delação premiada aumentou drasticamente. Além da prisão preventiva, a Justiça bloqueou mais de R$ 2,2 bilhões da família de Vorcaro. Com pouco espaço para manobra e o avanço da perícia em seus celulares, o banqueiro pode optar por colaborar com a Justiça, o que teria potencial para atingir figuras influentes em Brasília.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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Autor: Gazeta do Povo








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