A guerra no Oriente Médio continua se ampliando — com os Estados Unidos afundando um navio de guerra iraniano na costa do Sri Lanka e forças da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) interceptando um míssil iraniano que seguia em direção à Turquia.
As principais informações envolvem também os mais de 1.114 mortos que o Irã acumula desde o início da guerra, informou a HRANA. Entre os mortos estão 168 crianças e 14 professoras que foram mortas em um ataque conjunto dos EUA e de Israel a uma escola primária feminina no sábado (28), de acordo com a mídia estatal iraniana.
Veja quais são as principais manchetes
- Navio de guerra torpedeado: Um submarino dos Estados Unidos afundou um navio de guerra iraniano em águas internacionais na costa do Sri Lanka, matando mais de 80 pessoas, segundo autoridades do Sri Lanka.
- Interceptação turca: Sistemas de defesa aérea da OTAN derrubaram na quarta-feira um míssil iraniano que se dirigia ao espaço aéreo da Turquia. Acredita-se que seja a primeira vez que forças da OTAN interceptam um míssil iraniano que seguia para um país membro desde o início deste conflito.
- Soldados dos EUA identificados: Na noite de quarta-feira, o Pentágono identificou publicamente os dois militares restantes mortos em um ataque com drone no Kuwait no domingo. Os outros quatro soldados mortos já haviam sido identificados na terça-feira.
- Votação no Senado: Republicanos rejeitaram na quarta-feira uma resolução que buscava limitar os poderes de guerra do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
- “Fase inicial”: Autoridades de alto escalão dos EUA alertaram na quarta-feira que o país começará a realizar ataques mais profundos dentro do Irã e que a operação ainda está em seus estágios iniciais.
- Objetivos dos EUA: A secretária de imprensa da Casa Branca disse que os objetivos dos EUA são destruir o programa de mísseis balísticos do Irã, “aniquilar” sua presença naval, desmantelar seus grupos aliados considerados terroristas e impedir que o país desenvolva uma arma nuclear. Segundo ela, uma mudança de regime não é o principal objetivo.
- Bombardeio de escola: A Casa Branca não descartou que o Exército dos EUA tenha realizado um ataque contra uma escola primária feminina no Irã durante os bombardeios conjuntos iniciais de EUA e Israel, que mataram ao menos 168 crianças, segundo a mídia estatal iraniana.
O que está acontecendo no Irã e no Líbano?
- Ataques durante a madrugada: Israel lançou sua 11ª onda de ataques contra o Irã desde o início do conflito, com bombardeios sobrevoando Teerã durante a madrugada até a manhã de quinta-feira, mirando infraestrutura militar.
- Ataques no Líbano: Israel também afirmou na noite de quarta-feira que voltou a atacar infraestrutura do Hezbollah em Beirute, sem dar detalhes. Israel tem bombardeado partes do país ao longo da semana, após o grupo armado apoiado pelo Irã disparar projéteis do Líbano contra Israel.
- Número de mortos: Mais de 1.100 civis foram mortos no Irã desde sábado, segundo um grupo de direitos humanos com sede nos EUA. No Líbano, pelo menos 77 pessoas morreram em bombardeios israelenses, de acordo com o Ministério da Saúde do país — incluindo três paramédicos.
- Condições difíceis: Muitos moradores do sul do Líbano iniciaram viagens exaustivas após Israel ordenar evacuação da região; algumas famílias deslocadas foram obrigadas a dormir nas ruas à noite. Muitos residentes de Teerã fugiram para o interior, enquanto os que permaneceram se abrigam em casa, vivendo com medo de bombardeios constantes.
- Próximo líder supremo: Os principais clérigos do Irã ainda trabalham para escolher um sucessor para o aiatolá Ali Khamenei, morto nos ataques de EUA e Israel no sábado. Israel alertou que qualquer novo líder seria “um alvo inequívoco para eliminação”.
O que acontece no resto da região?
- Irã reage: O Irã lançou uma nova barragem de mísseis contra Israel durante a madrugada de quinta-feira. O país também continua atacando estados vizinhos do Golfo, armados com armas e sistemas de defesa aérea americanos, embora os EUA digam que o ritmo dos ataques aéreos iranianos diminuiu.
- Mortes em outros locais: Embora os maiores números de mortos estejam no Irã e no Líbano, mais de duas dezenas de pessoas morreram em outros locais — em ataques iranianos em Israel e em países do Golfo, além de bombardeios de EUA e Israel no Iraque.
- Ataque à Amazon: O Irã lançou um ataque com drone contra um centro de dados da Amazon no Bahrein, informou uma agência de notícias ligada ao Estado. Drones iranianos também atingiram duas instalações da Amazon nos Emirados Árabes Unidos.
- Vazamento de petróleo: Petróleo está vazando de um petroleiro ancorado próximo ao Kuwait após uma explosão nas proximidades. Todos os tripulantes estão seguros, mas o vazamento pode causar danos ambientais.
- Cooperação curdo-iraniana: O presidente da região autônoma do Curdistão no Iraque e o ministro das Relações Exteriores do Irã prometeram “cooperação” em uma ligação telefônica na quarta-feira. A CNN informou anteriormente que a CIA pretende fomentar uma rebelião no Irã armando curdos iranianos.
- Saídas diplomáticas: Os EUA autorizaram a saída de funcionários não essenciais e de seus familiares de vários países do Oriente Médio na quarta-feira, e autoridades do Catar estão evacuando moradores que vivem perto da embaixada americana após ataques iranianos contra instalações dos EUA na região nesta semana.
- Evacuações dos EUA: O primeiro voo de evacuação dos Estados Unidos deixou o Oriente Médio na quarta-feira, após o governo Trump sofrer críticas por não ter um plano de retirada preparado. Mais de 17.500 americanos retornaram aos EUA desde 28 de fevereiro, informou o Departamento de Estado na noite de quarta-feira.
- Impactos nas viagens: Israel começou a reabrir seu principal aeroporto internacional para voos de chegada, com o primeiro de dois voos de retorno aterrissando na quinta-feira. Alguns voos partiram de grandes centros do Oriente Médio, incluindo Dubai e Jeddah, mas muitos viajantes ainda tentam encontrar maneiras de deixar a região.
Autor: CNN Brasil




















