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China reduz meta de crescimento econômico e reforça tom militar

O congresso anual da Assembleia Popular Nacional (APN), o principal encontro político anual da China, reuniu cerca de 3.000 deputados do país no Grande Salão do Povo, ocasião na qual o regime de Xi Jinping delineou as metas do país para os próximos anos.

Um dos principais pontos estabelecidos na reunião está relacionada à economia chinesa. O primeiro-ministro Li Qiang apresentou uma meta de crescimento para 2026 “entre 4,5% e 5%”, abaixo da meta de “cerca de 5%” estabelecida nos últimos três anos e o nível mais baixo desde 1991.

Se a China crescer a um ritmo inferior a 5% neste ano, este será o crescimento mais lento registrado pelo país em mais de três décadas, com exceção dos anos da pandemia de Covid-19. O regime informou que, no ano passado, o país viu seu PIB crescer 5% em termos reais, apesar da guerra comercial com os EUA.

Essa indicação de desaceleração ocorre enquanto Pequim enfrenta uma moderação dos gastos familiares, menos investimentos e um mercado imobiliário em crise. Li destacou que a China deve “aprimorar suas próprias capacidades para lidar com os desafios externos”, uma referência aos conflitos que se desenrolaram no Oriente Médio e a pressão iniciada pelo presidente Donald Trump contra o país no ano passado.

As projeções mais recentes do Fundo Monetário Internacional (FMI) indicam um aumento de 4,5% no produto interno bruto (PIB) da segunda maior economia do mundo em 2026, enquanto o Banco Mundial (BM) prevê um crescimento ligeiramente inferior, de 4,4%.

Avanço moderado nos gastos militares

Durante a apresentação dos relatórios, nesta quinta-feira (5), Li anunciou um aumento de 7% no orçamento de defesa, que atingirá 1,91 trilhão de yuans (cerca de US$ 277 bilhões) este ano, após aumentos de 7,2% em 2025, 2024 e 2023. A decisão contrasta com os altos investimentos de outros países, como EUA e Japão.

Para alguns analistas, no entanto, o orçamento militar divulgado nos últimos anos não reflete a escala dos gastos militares reais da China, que recentemente financiou uma modernização militar que incluiu, em 2025, a entrada em serviço de seu terceiro porta-aviões, Fujian.

Pequim também intensificou sua atividade militar em torno de Taiwan, com exercícios em larga escala que as autoridades chinesas apresentam como advertências contra o que consideram “forças separatistas”.

Esse processo coincide com uma campanha anticorrupção que abalou a liderança militar, com a queda de altos funcionários como os ex-ministros da Defesa Li Shangfu e Wei Fenghe e o ex-vice-presidente da Comissão Militar Central Zhang Youxia, o que reduziu esse órgão dirigente do Exército a apenas dois dos seus sete membros originais.

Regime reforça princípio de “uma só China” e tom militar contra Taiwan

O primeiro-ministro Li Qiang enfatizou no relatório anual que a China promoverá a “reunificação nacional” e “implementará integralmente a estratégia geral do Partido para resolver a questão de Taiwan na nova era”.

Em trechos do documento, obtidos pela Agência EFE, Li deixou claro que Pequim agirá em conformidade com o princípio de “uma só China” e se oporá ao que chamou de “interferência de forças externas”.

A questão de Taiwan continua sendo um importante ponto de discórdia na região, e no mês passado Pequim acusou o presidente taiwanês William Lai de ser um “instigador de guerra” depois que alertou sobre o impacto regional de um potencial controle chinês da ilha.

Pequim considera Taiwan uma “parte inalienável” de seu território e não descarta o uso da força para alcançar a “reunificação” com a ilha, que é autogovernada desde 1949.

Autor: Gazeta do Povo

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