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Novas exposições para visitar em São Paulo em março – 05/03/2026 – Passeios


São Paulo


Instalações de grande escala, recortes feministas, revisões críticas da história da arte e diálogos entre arquitetura, política e identidade marcam as exposições em cartaz em São Paulo a partir de março.

A programação reúne inaugurações no Masp, na Pinacoteca, no MAC USP e no Instituto Tomie Ohtake, com obras de nomes como Isay Weinfeld, Claudia Alarcón, Pascale Marthine Tayou e a americana Cindy Sherman, além de coletivos indígenas e artistas latino-americanas.

Veja os destaques a seguir.

Duas figuras humanas estilizadas em cores vibrantes se enfrentam em um fundo com formas geométricas e cores contrastantes. À esquerda, figura negra com contornos pretos e detalhes vermelhos, em pose dinâmica com braços estendidos. À direita, figura marrom com tranças longas e gotas vermelhas ao redor do pescoço, em expressão de grito. Fundo com formas amarelas, azuis, vermelhas e cinzas, criando sensação de tensão e movimento.

Obra da série ‘Hasta la Tristeza es Distinta con el Sol’ na exposição ‘La Chola Poblete: Pop Andino’, em cartaz no Masp


Lista Registra Studio/Divulgação

Claudia Alarcón & Silät: Viver Tecendo
Reúne 25 trabalhos da artista e do coletivo formado por mais de cem mulheres do povo wichí, comunidade indígena presente em Argentina, Bolívia e Paraguai, cuja cultura tem na tecelagem um dos pilares de identidade. Lideradas por Alarcón, as tecedeiras transformam as técnicas em obras, como quadros e instalação de bolsas, produzidas com fibras de uma planta chamada chaguar.
Masp (ed. Pietro Maria Bardi) – av. Paulista, 1.578, Bela Vista, região central. De 6/3 a 2/8. Ter., 10h às 20h. Qua. e qui., 10h às 18h. Sex., 10h às 21h. Sáb. e dom., 10h às 18h. Ingr.: R$ 85 (inteira). Grátis às terças (dia inteiro) e sextas (a partir das 18h)


Cristina Salgado – A Mãe Contempla o Mar
A instalação no Octógono da Pina Luz é a maior da carreira da artista. Abriga mais de 3.500 m² de tapetes multicoloridos que remetem ao corpo feminino, a paisagens e à psicanálise. A obra constrói cenas em que corpo e objeto se confundem. A artista articula temas que pesquisa desde os anos 1980, como a maternidade, o excesso de matéria e a tensão entre mundo interior e exterior.
Pinacoteca de São Paulo (Pina Luz) – pça. da Luz, 2, Luz, Centro. Qua. a seg., das 10h às 18h. De 7/3 a 2/8. Ingr.: R$ 40 (inteira). Grátis aos sábados e 2º domingo do mês

Sofá vermelho com encosto alto está parcialmente coberto por vários tapetes enrolados em tons de vermelho, rosa e roxo, formando padrões ondulados ao redor do móvel. Ao fundo, há uma porta branca e vegetação escura.

‘Grande Nua na Poltrona Vermelha’ (2009), de Cristina Salgado, em exposição na Pinacoteca de São Paulo


Wilton Montenegro/Divulgação

Geometrias da Urgência
Articula a trajetória do pintor brasileiro Claudio Tozzi a produções realizadas por participantes das oficinas de artes visuais do Instituto Olga Kos. Há serigrafias, pinturas, gravuras e esculturas que dialogam com o sentido de urgência presente nas obras do artista. Além da exposição, haverá o lançamento de um livro sobre a trajetória de Tozzi (19/3, às 17h).
Av. Brigadeiro Luís Antônio, 278, Bela Vista, região central. De 9 a 27/3. Seg. a sex., das 10h às 18h. Grátis


Insurgências – Vanguarda Feminista da Década de 1970
Com 60 obras do Verbund, grupo de Viena que coleciona obras de viés feminista, reúne artistas centrais da década de 1970 para investigar a construção da feminilidade e a crítica aos papéis impostos às mulheres. Apresenta fotografias, vídeos, performances e desenhos de nomes como a americana Cindy Sherman, conhecida por seus autorretratos.
MAC USP – av. Pedro Álvares Cabral, 1.301, Vila Mariana, região sul. Até 28/6. Ter. a dom., das 10h às 21h. Grátis


Isay Weinfeld – Etcétera
Reúne 180 itens que atravessam cinco décadas da trajetória do arquiteto brasileiro para falar de arquitetura, design, artes visuais e cinema. O percurso expõe seu modo de pensar o espaço, marcado por ritmo, atmosfera e experiência. Há maquetes, móveis, filmes, joias, peças de moda, textos do próprio Isay e documentos.
Instituto Tomie Ohtake – Av. Faria Lima, 20. Entrada pela r. Coropé, 88, Pinheiros, região oeste. De 7/3 a 17/5. Ter. a dom., das 11h às 19h. Grátis

Knockout!
A primeira mostra institucional de Pascale Marthine Tayou no Brasil, é estruturada a partir de conferências internacionais que marcaram a geopolítica moderna. Entre elas está a Rio-92, conferência da ONU voltada às questões ambientais realizada no Brasil. Esculturas e instalações combinam materiais cotidianos, cores intensas e gestos de acumulação para refletir sobre colonialismo, poder e convivência coletiva.
Pinacoteca de São Paulo (Pina Luz)- pça. da Luz, 2, Luz, Centro. Qua. a seg., das 10h às 18h. De 7/3 a 2/8. Ingr.: R$ 40 (inteira). Grátis aos sábados e no 2º domingo do mês


La Chola Poblete: Pop Andino
A primeira mostra individual no Brasil da artista argentina parte da arte pop para falar de gênero, sexualidade e identidade chola, termo usado como injúria racial contra mulheres de ascendência indígena em países da região dos Andes. Nas obras, La Chola Poblete ressignifica o termo, como na pintura “Vírgenes Cholas”, série que mistura divindades andinas e católicas com referências à música e à moda, além de frases de protestos políticos.
Masp (ed. Pietro Maria Bardi) – av. Paulista, 1.578, Bela Vista, região central. De 6/3 a 2/8. Ter., 10h às 20h. Qua. e qui., 10h às 18h. Sex., 10h às 21h. Sáb. e dom., 10h às 18h. Ingr.: R$ 85 (inteira). Grátis às terças (dia inteiro) e sextas (a partir das 18h)

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Ruy Ohtake – Percursos do habitar
Apresenta seis projetos residenciais do arquiteto, realizados entre os anos 1960 e 2010. A exposição também investiga a casa como núcleo de convivência, memória e construção do cotidiano. Ao longo do percurso, aparecem maquetes, desenhos, fotografias e depoimentos.
Casa-ateliê Tomie Ohtake – r. Antônio de Macedo Soares, 1.800, Campo Belo, região sul. Qui. a dom., das 10h às 17h. De 7/3 a 31/5. Ingr.: R$ 50 (inteira)


Sandra Gamarra Heshiki: Réplica
Percorre 25 anos de produção da artista peruana e reúne 70 obras entre pinturas, esculturas, instalações e vídeo. A partir da ideia de réplica, ela investiga como museus constroem narrativas históricas marcadas por exclusões e hierarquias coloniais. As obras aparecem nos núcleos pré-colonial, colonial e contemporâneo. A produção de réplicas, segundo a artista, funciona para ressignificar cânones da arte e subverter discursos da colonização.
Masp (ed. Lina Bo Bardi) – av. Paulista, 1.578, Bela Vista, região central. De 6/3 a 7/6. Ter., 10h às 20h. Qua. e qui., 10h às 18h. Sex., 10h às 21h. Sáb. e dom., 10h às 18h. Ingr.: R$ 85 (inteira). Grátis às terças (dia inteiro) e sextas (a partir das 18h)

Autor: Folha

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