quinta-feira, março 5, 2026
27.8 C
Pinhais

PF e CPMI vão investigar tentativa de morte de “Sicário” de Vorcaro em cela

A Polícia Federal abriu uma investigação nesta quinta (5) para apurar a tentativa de morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, dentro de uma cela da autoridade em Minas Gerais na véspera. Ele era o operador de um esquema de monitoramento e coação de desafetos do banqueiro Daniel Vorcaro, do liquidado Banco Master.

Sicário, Vorcaro e mais duas pessoas foram presas na quarta (4) durante a terceira fase da operação Compliance Zero, que apurava inicialmente a suspeita de fraudes bancárias envolvendo o Master e o Banco de Brasília (BRB), mas que agora avança para ações violentas, invasão de sistemas estatais sigilosos de informações e corrupção de servidores do Banco Central.

O atentado a Sicário também será alvo de questionamentos da CPMI do INSS, que apura o envolvimento do Banco Master com a fraude bilionária descoberta contra aposentados e pensionistas.

VEJA TAMBÉM:

  • Deltan Dallagnol: “Máfia no estado puro”, diz sobre esquema de Vorcaro

A tentativa de morte de Sicário ocorreu horas depois de ser preso em Belo Horizonte, em que, segundo a Polícia Federal, ele “atentou contra a própria vida enquanto se encontrava sob custódia da instituição na Superintendência Regional em Minas Gerais”.

Imagens de segurança registraram toda a movimentação dentro da cela e os momentos seguintes ao ocorrido, segundo informações da autoridade e fontes a par da investigação. Os registros mostram a chegada de agentes federais para prestar os primeiros socorros, seguida do atendimento de equipes do Samu, e o encaminhamento a um hospital para continuidade do tratamento médico.

O atentado mobilizou a CPMI, que decidiu pedir explicações formais às autoridades responsáveis pela investigação. O colegiado vai oficiar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o Ministério da Justiça para esclarecer o que ocorreu dentro da unidade da corporação.

Para o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), a morte de Sicário exige transparência diante da gravidade da situação.

“Trata-se de um caso extremamente grave. Uma pessoa que estava sob custódia do Estado e que possuía informações relevantes sobre um dos maiores escândalos financeiros e políticos que começam a vir à tona no país não pode morrer dentro de uma instalação pública sem explicações claras e imediatas”, afirmou.

Ele emendou pontuando que “não se pode descartar nenhuma hipótese neste momento, nem mesmo a possibilidade de que estejamos diante de uma eventual queima de arquivo”.

De acordo com a investigação, Mourão exercia funções estratégicas dentro do esquema investigado, sendo responsável pela “coordenação de atividades voltadas à obtenção de informações, monitoramento de pessoas e levantamento de dados considerados relevantes para os interesses do grupo”.

A Polícia Federal informou ainda que o caso foi comunicado ao gabinete do ministro relator do processo no Supremo Tribunal Federal, André Mendonça. Além disso, todos os registros em vídeo que mostram a dinâmica do ocorrido deverão ser encaminhados às autoridades responsáveis pela análise do caso.

Fonte: Gazeta do Povo

Destaques da Semana

Temas

Siga-nos

Conheça Nosso Guia de Compras

spot_img

Artigos Relacionados

Categorias mais Procuradas