O governador interino de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), diz que o volume nas represas da região metropolitana baixou para um nível próximo ao da crise hídrica de 2014, e acrescenta que a gestão estadual está “muito atenta” à questão da falta d’água.
Apesar do cenário preocupante, Ramuth afirma que não há perspectiva de racionamento no momento. A aposta é que as reservas sejam recompostas no período das chuvas.
“Hoje nós estamos na região metropolitana com 26% do volume de água das nossas represas. É um número baixo, muito próximo da época em que a gente teve aquele racionamento, na época do ex-governador Geraldo [Alckmin]”, afirma Ramuth, que está no comando do estado durante as férias de Tarcísio de Freitas (Republicanos).
O estado se encontra no momento numa situação de escassez intermediária, no nível 3 de uma escala que vai até 7 –ponto em que é necessário fazer rodízio.
Moradores de alguns bairros mais altos e periféricos da Grande São Paulo, no entanto, já têm relatado desabastecimento nas torneiras por períodos prolongados.
Segundo Ramuth, o problema vem sendo causado por um verão atípico, com a temperatura média cinco graus mais alta do que no mesmo período do ano passado, o que levou a um consumo 60% maior.
Ele também responsabiliza a falta de energia após temporais, que prejudicam o funcionamento de estações de bombeamento de água para alguns pontos.
Além da torcida por chuva, o governo de São Paulo também tem pedido à população que economize água. “A expectativa é que no período chuvoso a gente consiga recompor o volume das represas. Estamos também pedindo para a população fazer a parte dela e usar a água somente para as coisas necessárias e não desperdiçar, para que a gente possa passar por esse período mais crítico”, declara o governador interino.
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