Calcanhar de Aquiles do varejo farmacêutico brasileiro, o turnover (rotatividade) do quadro de funcionários da Pague Menos caiu de 50% em dezembro de 2023 para os atuais 29,4%, apurados neste mês. A atração e retenção de mão de obra foi um dos grandes desafios do comércio neste ano.
Responsável pelo resultado da Pague Menos, o CEO da companhia, Jonas Marques, atribui o resultado a um trabalho de escuta da demanda dos cerca de 25,8 mil trabalhadores que compunham o quadro de funcionários da empresa na época que assumiu o cargo, em janeiro de 2024.
Psicólogo, o próprio executivo decidiu, assim que chegou ao comando da empresa, dividir, aleatoriamente, 70 grupos de cinco funcionários e ouvi-los para entender quais eram os principais problemas da companhia na ótica dos funcionários.
“O motivo principal da redução do turnover e do aumento de motivação dos colaboradores é a escuta. As pessoas gostam de ser ouvidas e isso tem um poder muito forte. Porque isso mostra que o gestor tem empatia e age, ou seja, tem resolutividade”, disse Marques ao Painel S.A..
Segundo o executivo, o principal anseio apresentado pelos funcionários da Pague Menos era o endividamento atribuído às altas despesas com a coparticipação do plano de saúde. A empresa, então, reduziu os descontos referentes ao uso do convênio, colocando um limite máximo de R$ 200, independentemente do procedimento médico.
Outras iniciativas implementadas foram a distribuição de cestas básicas e kits de Natal no fim do ano, treinamentos constantes, políticas de avaliação sobre o desempenho dos colaboradores em todos os cargos e incentivos salariais ligados à performance.
A companhia também reviu nesse período todo o seu processo de recrutamento, seleção e contratação dos funcionários.
Com 1.667 lojas em todo o país, hoje a companhia tem 27,2 mil funcionários. No terceiro trimestre, a Pague Menos apurou lucro líquido de 80,6 milhões, alta de 50% em relação ao mesmo período de 2024.
O resultado é sustentado pelo grupo que a companhia chama de clientes de cuidado contínuo, que são pacientes que têm doenças crônicas. Com estratégias voltadas a esse público, as fortes vendas têm suportado o crescimento da companhia, sem necessidade de expansão orgânica de lojas.
As ações da Pague Menos na Bolsa acumulam alta de 95% neste ano.
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